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COLUNISTAS

Um verdadeiro antídoto contra o caos: 12 Regras Para a Vida, de Jordan Peterson

05/12/2023 08h00 | Atualizada em 07/11/2023 08h59 | Por: Vinícius de Carvalho

Esse foi um dos livros que eu mais gostei de ter lido desde que comecei a me embrenhar pelas páginas e pelos tipos gráficos impressos. Se você nunca leu o livro 12 Regras Para a Vida: um antídoto para o caos do Dr. Jordan B. Peterson, meu conselho é: simplesmente leia!

Esse não é um livro de autoajuda, mas sim um tratado sobre a vida e o comportamento humano escrito pelo célebre psicólogo e professor de Harvard que já foi alvo de controvérsias e perseguições, mas segue sendo "um dos pensadores mais importantes a surgir no cenário mundial em muitos anos", que cativa leitores e conquista multidões.

Seus livros são sucesso de venda e em 12 Regras Para a Vida, ele condensa bem algumas das principais recomendações que devemos seguir para viver bem e nos sentirmos melhores com aquilo que realmente somos.

Soa como autoajuda, né? Mas eu posso te dizer que, Jordan Peterson não decepciona. A primeira regra, "Costas eretas, ombros para trás" trata de questões simples como linguagem corporal, psicologia e lagostas (ou melhor, de como as lagostas utilizam a linguagem corporal para se impor psicologicamente diante de situações desafiadoras).

Já na regra 7, ele nos impele: "Busque o que é significativo, não o que é conveniente". Esse é um dos maiores problemas dos dias atuais... Deixar de lado aquilo que é conveniente e optar pelo que é significativo e muitas vezes, mais difícil e que pode exigir sacrifícios, é uma tarefa hercúlea quando tudo o que queremos é encontrar nossa zona de conforto e nos trancarmos nela.

Peterson é a voz que clama no deserto das ideias dos dias atuais, e isso fica bem claro quando ele diz:

“Tenhamos alguma humildade. Arrumemos o quarto. Cuidemos da família. Sigamos a consciência. Endireitemos a vida. Encontremos uma coisa produtiva e interessante para fazer e comprometamo-nos com ela. Quando conseguirmos fazer isso tudo, então procuremos um problema maior para resolver, se nos atrevermos. Se também isso funcionar, avancemos para projetos ainda mais ambiciosos."

É por isso que você deve ler 12 Regras Para a Vida e experimentar esse verdadeiro antídoto contra o caos que o mundo atual se encontra. Mas não se limite a ler, busque fazer a experiência que o livro propõe e seguir o caminho das pedras - ou seria das regras?

Somebody Feed Phill

28/11/2023 08h00 | Atualizada em 07/11/2023 08h59 | Por: Vinícius de Carvalho

Eu tenho uma série que é reconfortante e que dá aquele quentinho no coração. É uma daquelas coisas que você pode assistir quando quer algo simples, mas significativo e cheio de comidas deliciosas.

Somebody Feed Phill é uma série documental que acompanha Phillip Rosenthal nas suas viagens para conhecer lugares e conversar. Sim, é só isso. Não tem nada além de conversa, pessoas anônimas ou conhecidas e boa comida envolta em sentimentos e histórias.

Além de conhecer a gastronomia local e provar algo que nunca comeu antes, ou até mesmo redescobrir sabores conhecidos mas com novas apresentações ou ingredientes inovadores, Phill conversa com pessoas e está realmente interessado em suas histórias, mesmo que sejam desconhecidos.

É uma daquelas séries que nos faz pensar e deixa a gente envolto na história de alguém que nós nem conhecemos. Além, claro, de descobrir coisas novas e se divertir com o jeito engraçado do protagonista.

Por isso, indico que você coloque Somebody Feed Phill, essa verdadeira pérola escondida dentro do catálogo da Netflix que vale a pena você colocar na sua lista de desejos e degustar calmamente.

A Cultura do Ridículo

21/11/2023 08h00 | Atualizada em 07/11/2023 08h59 | Por: Vinícius de Carvalho

Já não é de hoje que a cultura popular vem sendo cada vez mais preenchida com temas, estética e uma moral que valorizam o ridículo. Há algum tempo, as pessoas tinham vergonha de ser e parecer ridículas e rasas. Já nos dias atuais, o vazio é o que há, é o tema predominante e preponderante das mais variadas formas de arte.

Músicas que não dizem nada, arte tão abstrata que chega a ser abjeta, filmes e séries cada vez mais triviais e sem profundidade. A cultura no mundo, mas em especial no Brasil tem, cada vez mais, se assemelhado a uma poça: na superfície límpida e insípida, no seu profundo, lamacenta e em certas o acasiões, nojenta.

Lógico que esse fenômeno não se restringe apenas ao nosso país, paupérrimo e sofrido por inúmeras questões, mas abrange o globo, que sofre como que em dores de parto pela falta de beleza. E não se apegue ao termo beleza como perfeição ou estética aprazível, mas sim como um conceito mais obscuro e que é até mesmo volátil, mas não tão abrangente ao ponto de considerar um mictório como algo belo, ou então uma banana podre no chão de um salão uma obra-prima.

Lembro da frase de Dostoiewski que li certa vez: "A beleza salvará o mundo". Essa salvação não vem da beleza em si, como elemento mágico ou miraculoso, mas da sua ação na alma humana e na capacidade de assemelhar e buscar aquilo que é belo e rechaçar e se afastar daquilo que é feio e mal.

O efeito da deturpação da beleza vai além da falta de senso estético ou do apreço pelo nada. Atinge a capacidade de abstração, imaginação, contemplação e transcendência - não aquela religiosa, mas a humana e pura que ascende o ser humano de um patamar animalesco ao nível de co-criador da beleza.

É preciso voltar a valorizar o que é belo, destacar o que é perene e contribui para a vida humana. Sem isso seguimos vagando, como que vendados, em uma manhã iluminada pelo sol sem conseguirmos contemplar a real beleza que há.

A Idade Dourada, da HBO Max

14/11/2023 08h00 | Atualizada em 07/11/2023 09h00 | Por: Vinícius de Carvalho

Sabe aquele tipo de série gostosa de assistir? A Idade Dourada, da HBO Max é assim. A trama acompanha Marian Brook, filha órfã de um general do sul que se muda para a casa das tias em Nova York, onde descobre amores, faz amizades e se relaciona com pessoas importantes e misteriosas.

A trama apresenta personagens interessantes e uma narrativa envolvente que aborda temas como o rascismo, a luta das mulheres por direitos iguais, o alpinismo social dos novos ricos que desejavam ingressar na alta sociedade, muitas vezes falida, mas ególatra e fechada, entre outros.

Mas tudo isso sem, em momento algum, deixar de lado a história da personagem principal ou se entregar às futilidades da vida da high society de Nova York. O elenco conta com Christine Baranski, que interpreta a rígida Agnes e Cynthia Nixon, que dá vida a Ada. Elas formam uma perfeita justaposição entre o conservadorismo e a rigidez de Agnes e o progressismo e frouxidão de Ada.

Enquanto vive com as suas tias, Marian trilha o seu próprio caminho, construindo para si mesma a vida que deseja. A primeira temporada da série está disponível no catálogo da HBO Max, e a segunda tem episódios lançados semanalmente.

"Now And Then" - A última música dos Beatles

07/11/2023 08h00 | Atualizada em 07/11/2023 18h09 | Por: Vinícius de Carvalho

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Semana passada eu ouvi pela primeira vez a última música dos Beatles.

Beatles é com certeza um marco na indústria fonográfica mundial. Os quatro garotos de Liverpool são, sem sombra de dúvidas, algumas das mais célebres figuras do panteão da música mundial, e estão no topo do topo. E logo no dia em que a faixa foi lançada, vi um reels que dizia: "pela última vez os fãs como eu vão ter a sensação de ouvir pela primeira vez uma música nova dos Beatles."

Parar para pensar nisso foi marcante. Ainda mais pela continuação da reflexão, que dizia:

"Eu nunca mais vou segurar a minha irmã no colo pela primeira vez. Eu nunca mais vou viver um primeiro amor. Dar um primeiro beijo. Eu nunca mais vou andar de bicicleta pela primeira vez. Eu nunca mais vou caminhar pela primeira vez. Mas eu vou uma última vez ouvir uma música da banda mais importante da minha vida pela primeira vez."

Ouvir essa música traz uma nostalgia dos bons momentos da vida, das coisas simples e triviais que nos trazem felicidade. Não empolgação ou alegria passageira, mas aquela felicidade indescritível das coisas que nos transbordam, sabe?

A música foi composta por John Lennon no final dos anos 1970, sendo gravada apenas uma demo, que posteriormente, foi entregue aos Beatles vivos por Yoko Ono. McCartney, Harrison e Ringo trabalharam em cima da faixa em 1995, mas não conseguiram restaurar a voz de Lennon, que estava abafada por um piano. O fator determinante para que a música pudesse ser lançada foi uma tecnologia desenvolvida por Peter Jackson, diretor do famoso "O Senhor dos Anéis", que também dirigiu a série "The Beatles: Get Back". A tecnologia impressionou Paul, que decidiu tentar usar essa novidade para trabalhar naquela faixa. Para tornar tudo ainda melhor, Now And Then é uma canção de amor incrível e uma declaração arrebatadora de alguém apaixonado.

"De vez em quando sinto sua falta
Oh, de vez em quando
Eu quero que você esteja lá por mim

Eu sei que é verdade
É tudo por sua causa
E se eu sobreviver
Será tudo por sua causa"

Não é só uma música, de fato. Esse é um momento histórico. Talvez muitos não se dêem conta, ou não consigam capturar o tamanho disso que estamos vivendo, mas é de fato, um momento marcante. E poder viver isso, ter o que muitos fãs não tiveram, é um privilégio que nós podemos desfrutar sem o menor pudor! "And if I make it through, It's all because of you."

*O reels citado é da conta @doantidoto. Link aqui.

Vinícius de Carvalho

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