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COLUNISTAS

Memento Mori: Lembra-te de que morrerás

26/01/2024 09h00 | Atualizada em 05/01/2024 20h58 | Por: Vinícius de Carvalho

São Jerônimo foi um grande tradutor da Bíblia e um dos grandes tradutores da Palavra de Deus, sendo responsável pela Vulgata, uma das traduções mais importantes das Escrituras. Jerônimo é costumeiramente retratado como alguém magro, de aparência velha, envolto em pergaminhos e com um crânio.

As imagens dos santos e os quadros são permeados por simbolismos, e com Jerônimo, não poderia ser diferente. Há uma tradição de que o santo sempre trabalhava com uma caveira à sua vista, para relembrá-lo de que a vida é finita e de que nós, invariavelmente, iremos morrer um dia.

Mas essa frase não era usada para amedrontar, ou ainda para apressar quem quer que seja, mas sim para avisar. Que a vida é um sopro, e não podemos nos apegar a algo que podemos perder a qualquer minuto, sem aviso prévio algum.

Séneca diz: "Muitos homens se apegaram e apegam à vida, assim como os que são levados pela correnteza e se agarram às pedras afiadas.” Agarrar-se à existência é um erro, e esvazia o sentido da própria vida, reduzindo ela apenas ao campo material.

O melhor da vida não pode ser agarrado, não pode ser alcançado pelo toque: são as felicidades da vida, o sorriso de quem amamos, aquilo que foi dito em 1985 e que marcou a nossa vida, a emoção de segurar um bebê pela primeira vez, o entusiasmo do primeiro amor.

Então, relembrar que a vida é passageira e que não temos nada mais do que hoje, é aprender a dar valor àquilo que realmente importa, ao que passa, mas segue em nós, ao que é verdadeiro e não efêmero.

Respice post te. Hominem te esse memento. Memento mori.

Cuide de si mesmo. Lembre-se de que você é humano. Lembre-se de que você morrerá.

Amor, Anarquia e essa tal liberdade

19/01/2024 09h15 | Atualizada em 05/01/2024 20h57 | Por: Vinícius de Carvalho

Sabe aquela série que você não dá nada, mas que no final, é uma surpresa? Esse é o caso de Amor e Anarquia, uma comédia romântica sueca que acompanha a história de Sofie, que é casada e tem dois filhos, mas se apaixona por Max, que trabalha com ela em uma editora de Estocolmo.

Mesmo sendo vinte anos mais jovem que Sofie, Max também se apaixona por ela e ambos vivem situações perigosas e hilárias no trabalho e em todo lugar em que estão juntos.

No início da série, fica claro que Sofie tem um segredo "vergonhoso" a guardar dos outros, que é o que acaba dando a Max poder de barganha sobre a bem-sucedida mulher de negócios que, aparentemente, vive uma vida perfeita com o seu marido e filhos, mas que esconde uma insatisfação.

A personagem principal sofre com o pai, que é motivo de vergonha para ela, já que os seus protestos contra a sociedade de mercado abalam justamente a carreira impecável que a filha vem construindo. Mas é justamente sobre isso que a série se debruça, já que, pouco a pouco, Sofie vai deixando de lado essa máscara que criou para si e vai tomando conta da própria vida.

Sanidade e loucura são conceitos bastante relativos, e por mais que a normalidade seja mais socialmente aceita, a loucura também tem os seus benefícios, como a liberdade e a sensação de estar sendo verdadeiro consigo mesmo. E é assim que se dá a transformação da mulher que, antes presa, se liberta da convenção e das amarras, e se torna aquilo que quer ser.

A história é tão bem contada, com bons diálogos, uma tensão sempre presente, cenas hilárias e uma clara moral de que, se ser feliz é ser louco, melhor viver na loucura do que estar condenado à morte da personalidade.

Precisamos falar sobre o essencialismo!

12/01/2024 09h00 | Atualizada em 05/01/2024 20h56 | Por: Vinícius de Carvalho

Confesso que leio de tudo, e já li autoajuda também. Só que Essencialismo, de Greg MacKeown, pode ser diferente de tudo o que você já leu.

Best-seller do The New York Times, o livro Essencialismo é um verdadeiro manifesto escrito por alguém que busca experimentar uma vida mais simples e com melhores resultados.

Pode parecer simples buscar pelo essencial e evitar aquilo que é penduricalho na nossa vida e no nosso trabalho, mas ainda temos muitos entulhos que precisamos nos livrar para podermos seguir com menos peso e mais livres, para trilhar o caminho que precisamos.

E não é baboseira. A vida é feita de escolhas entre aquilo que queremos e podemos realizar e o que não está ao nosso alcance ou que não nos compete. O essencialista busca resolver aquilo que pode e deve, deixando o que não lhe pertence com o seu verdadeiro dono e simplificando o que pode estar sendo demasiadamente complicado com trivialidades.

Não é fácil, por exemplo, aprender a dizer não e priorizar isso ou aquilo, como o próprio Greg traz em seu livro, mas é necessário. Como diz um trecho do poema do grande gaúcho Mário Quintana:

Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!

Ser essencialista é potencializar o alcance daquilo que queremos concentrando o nosso foco naquilo que é realmente importante e que vale a pena, já que "O essencialismo não trata de fazer mais; trata de fazer as coisas certas. Também não é fazer menos só por fazer menos."

É primordial que saibamos investir tempo e energia sabiamente naquilo que é realmente ESSENCIAL em nossas vidas, para evitar o desperdício do bem mais precioso que possuímos: nosso tempo.

Mimadinhos (2021)

06/01/2024 09h00 | Atualizada em 05/01/2024 20h54 | Por: Vinícius de Carvalho

Já pensou ser rico desde o nascimento e acostumado a tudo do bom e do melhor e perder todo o conforto que o dinheiro do seu pai pode comprar do dia para a noite?

Essa é a premissa de Mimadinhos, filme de comédia francês que está na Netflix e é engraçado, mas bastante comovente também. Claro que a trama pode parecer bastante clichê, mas a história é bem contada e a atuação também é boa.

O pai, milionário, está cansado dos seus filhos mimados e sem responsabilidades, então decide fingir que perdeu tudo o que tinha e voltar para as origens da família. A história segue com descobertas, boas risadas e, claro, aprendizado.

O filme tem pouco mais de 1h30min e é um excelente passatempo para você que gosta de filmes internacionais, quer fugir dos blockbusters e assistir a um filme divertido sem ser piegas ou uma produção chata.

O Destino de Uma Nação

08/12/2023 08h00 | Atualizada em 09/12/2023 08h22 | Por: Vinícius de Carvalho

Esse não é qualquer filme de guerra. Também não é uma biografia ou um filme de ficção bobo sobre a guerra e as decisões de homens de terno e fumando charuto que mandam garotos para a morte. Esse é um filme que retrata a dureza da guerra, a pressão pela vitória e que mostra um dos principais responsáveis pela resistência da Inglaterra: Winston Churchill.

Gary Oldman dá vida a Churchill de forma brilhante, chegando a ser irreconhecível no papel, que foi amplamente aclamado pela crítica pela atuação, e ganhando até o Oscar de Melhor Ator no ano de lançamento.

Seu título original é Darkest Hour, e a direção ficou por conta de Joe Wright. O filme acompanha o primeiro-ministro britânico Winston Churchill desde a posse até os desafios da guerra. Com cenas tensas, hilárias e a brilhante tomada do discurso de Churchill no parlamento britânico, o filme é um dos meus prediletos.

A produção está disponível atualmente no Amazon Prime, YouTube, Apple TV+ e Google Play Store para aluguel digital e com certeza vale a pena assistir essa produção e 

Vinícius de Carvalho

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