Não é muito comum, mas alguns atores brasileiros já brilharam em telas internacionais em diversas produções. É o caso de Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Sônia Braga e Maria Fernanda Cândido. Mas esses não são os únicos! E neste 07 de setembro, em que celebramos os 201 anos da Independência do Brasil, confira a lista de artistas BR que fizeram sucesso nas telas pelo mundo.
Sônia Braga - Alias e Luke Cage
Depois do filme O Beijo da Mulher Aranha, Sônia Braga chamou a atenção dos produtores de Hollywood e fez vários trabalhos por lá. Ela viveu Elena na série Alias, Soledad em Luke Cage, da Marvel e participou da série Sex and the City.
Rodrigo Santoro - Westworld e 300
O ator brasileiro atuou como Paulo na série Lost, mas foi criticado pelo papel. Há pouco tempo pode ser visto em Westworld, da HBO como Hector Escaton. Ele também é muito conhecido por ter dado vida ao imperador persa Xerxes, vilão do filme 300.
Alfred Enoch - Harry Potter
O astro de “How To Get Away With Murder” (2014-2020), da ABC, é um ator anglo-brasileiro. Ele nasceu em Londres, mas tem nacionalidade brasileira por parte de mãe. Além da produção, Enoch também particiou da saga Harry Potter como Dino Thomas.
Lino Facioli - Game of Thrones e Sex Education
Pouco conhecido, Lino Facioli nasceu em Ribeirão Preto e se mudou para Londres quando ainda era criança. Ele fez Robin Arryn em nove episódios de Game of Thrones e também interpretou Dex Thompson em seis episódios de Sex Education.
Wagner Moura - Narcos
O ator estrelou duas temporadas da série latina “Narcos” (2015-2016), da Netflix. Ele fazia o narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Ele foi até indicado ao Globo de Ouro.
Camila Mendes - Riverdale
Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, a atriz Camila Mendes é brasileira, fala português e viveu por um ano em Brasília quando era criança. Ela viveu Veronica Lodge, protagonista de Riverdale, série da Netflix.
Maria Fernanda Cândido - Animais Fantásticos e Onde Habitam
A atriz brasileira é conhecida por diversos papeis em novelas e filmes brasileiros, mas recentemente interpretou a ministra da magia do Brasil e chefe suprema da Corte Internacional dos Bruxos em Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os Segredos de Dumbledore.
Henry Zaga - 13 Reasons Why e Teen Wolf
Nascido em Brasília, o ator e modelo é conhecido por ter atuado nas séries 13 Reasons Why (Netflix), Procurando Alaska (HBO Max) e Teen Wolf.
Marco Pigossi - Tidelands
O ator que fez sucesso nas novelas da Globo foi um dos protagonistas da série australiana Tidelands, atuando em oito episódios da primeira e única temporada, mas também participou da série Alto Mar e está confirmado no elenco de Varsity, spin-off de The Boys, do Prime Video.
Alice Braga - Queen of the South
Personagem-título da série norte-americana "A Rainha do Sul" (disponível na Netflix), a atriz brasileira interpreta Teresa Mendoza, que busca se tornar a maior narcotraficante dos Estados Unidos para vingar a morte de seu namorado.
Esses são alguns, mas existem outros atores e atrizes brasileiros que também já participaram de produções internacionais.
Johnny Cash na frente da Penitenciária de Folsom Prision, onde gravou um dos seus discos ao vivo mais famosos. Dono de uma voz incrível e de composições marcantes, Jhonny Cash foi eleito pela revista Rolling Stones um dos cem maiores artistas de todos os tempos, e foi de fato. Sua vida foi marcada pela fama, pelos sucessos e também por controvérsias das mais variadas. Sua importância no mundo da música é vasta, e sua carreira foi marcante para o rock, blues, country e gospel.
Conhecido como "o homem de preto", nasceu em 26 de Fevereiro de 1932 na cidade de Kingsland, Arkansas. Começou a carreira em 1954 quando se mudou para Memphis e procurou o produtor Sam Phillips, reconhecido por ser o chefão da Sun Records, onde apresentou canções gospel.
Phillips ouviu as canções religiosas de Cash mas, como já não gravava mais discos gospel, recusou. Depois disso, apresentou ao produtor as suas canções e pode gravar "Hey Perter" e "Cry! Cry! Cry!", seus dois primeiros sons registrados na Sun.
Depois disso, em 1956 lançou "I Walk The Line", um hit clássico que conseguiu, assim como "Ring of Fire" chegar ao topo das paradas de música country e no top 20 das paradas de música pop. Durante boa parte da sua vida, foi usuário de drogas e alcoólatra, além de não se preocupar muito com as leis e convenções sociais, o que aumentou ainda mais a sua fama de "fora da lei".

Nunca escondeu que se identificava com as minorias, e gravou dois discos em penitenciárias: Live at San Quentin e Live at Folsom Prison. Além disso, militou a favor dos nativos americanos, chegando a gravar o disco "Bitter Tears: Ballads of The American Indians".
Apresentou o "The Johnny Cash Show", programa de televisão musical que contou com a presença de diversos artistas da época como Neil Young, Louis Armstrong e Bob Dylan. Viveu uma história de amor com June Carter, sua segunda esposa e também cantora de country, falecendo quatro meses depois dela, em setembro de 2003, por complicações da diabetes.
A história de amor dos dois foi contada no filme "Johhny & June" (2005), que teve como protagonistas Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon, que venceu vários prêmios, entre eles o Oscar de Melhor Atriz.
Suas músicas são emocionadas, suas letras, profundas, divertidas e cheias de significado. Sua voz, inconfundível e única. Todo o seu legado para a música mundial pode ser consumido no Spotify ou no YouTube, mas jamais pode ser igualado por quem quer que seja. Johnny Cash foi único, e suas canções continuam atuais e intensas.
Americanos embarcam na "disputa" entre filmes que serão lançados no dia 20/07. Quando imaginaríamos que uma boneca famosa e que marcou gerações e o criador da bomba atômica ao mesmo tempo estariam disputando a atenção dos espectadores nas salas dos cinemas? Pois é, isso começa a acontecer hoje, com a a estreia simultânea de Barbie e Oppenheimer.
Acontece que, enquanto barbie é um blockbuster e está ganhando pontos de ativação e divulgação em diversas capitais do mundo, além de ter uma marca licenciada para outros protudos, como camisetas, acessórios e brinquedos, a cinebiografia do integrante do projeto Manhattan tem pouca divulgação, sendo focada mais em redes sociais.
Mas é óbvio que, tendo sido escrito para os cinemas e dirigido por Christopher Nolan, Oppenheimer já é aclamado pela crítica e aguardado por muitos, e Barbie é sucesso entre fãs e muitos críticos seguem reticentes com a história da boneca.
Fato é que, em meio a tudo isso, as salas de cinema no Brasil e em todo o mundo ficarão divididas entre essas duas produções que prometem se destacar entre as produções deste 2023, que até agora estão meio sem sal.
"Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso." Assim se inicia uma das obras mais marcantes e inesquecíveis da literatura mundial escrita pelo escritor austro-húngaro Franz Kafka em 20 dias no ano de 1912.
Apesar de ter sido escrito com tamanha ligeireza e não ter tantas páginas como outros livros clássicos, sua trama é referenciada em diversas obras e sua narrativa, conhecida de muitos que conheceram a história da obra.
Aparentemente um livro comum, Metamorfose, é uma dessas grandes obras que se encontra quase que do nada. Lembro de ouvir muitas vezes o título desse livro, bem como o nome do próprio autor, embora desconhecesse qualquer aspecto destes escritos que não estivessem na capa ou contracapa.
Depois de ler, entrei na guilda dos que têm Metamorfose como um livro-referência. Todos os sofrimentos de Gregor Samsa, sua importância para o sustento da família e o desgosto que sentia com seu emprego como caixeiro-viajante fazem-nos repensar a nossa vida e os nossos atos.
Cada personagem tem a sua importância para a história e representa um pouco das nossas atitudes no cotidiano. A forma como deixamos de lado pessoas que nos magoam, a necessidade de trabalharmos em coisas que detestamos por dinheiro, sem nos importarmos com aquilo que nos realiza. São temas que tocam a vida de muitos, e que só a ficção pode traduzir.
O cuidado de sua irmã Grete (ou Greta, dependendo da tradução) se transformando em ódio após um fatídico episódio e o alívio dos seus pais quando Gregor sucumbe também sacodem qualquer leitor incauto que possa imaginar que Kafka é apenas mais um:
"Bem - disse o senhor Samsa -, agora podemos agradecer a Deus. - Ele fez o sinal da cruz, e as três mulheres seguiram seu exemplo. Grete, que não tirava os olhos do cadáver, disse: Vejam só como estava esquálido."
Por isso, a leitura de Metamorfose de Franz Kafka é densa e pesada, mas é fundamental para compreender aspectos da existência humana que não são traduzidos por qualquer livro.
“Gosto não se discute”, dizem. Mas, nos dias atuais, em que a música tem sido vulgarizada e a produção de conteúdo de gosto cada vez mais duvidoso é profusa e alcança milhões de pessoas, nos cabe a reflexão: o que faz uma música ser boa? Talvez a beleza da composição, a letra bem escrita ou mesmo a poesia e a sonoridade das palavras. Quem sabe seja pela voz do intérprete, pela habilidade dos instrumentistas, ou ainda por algum fator desconhecido aos nossos ouvidos e que só pode ser sentido: a experiência.
Mas é inegável que sempre houve a produção de obras bastante questionáveis – e até desagradáveis – que não duraram mais do que a moda de uma geração, enquanto outras perduram por décadas ou séculos e seguem marcando época, independente das modas que vêm e vão. É essencial que pelo menos possamos nos questionar o que nos toca e como essa música influencia na nossa vida e até mesmo nos nossos sentimentos, tema que é objeto de estudo há muito tempo.
Agora, convenhamos: números não são garantia de qualidade, show lotado não é sinônimo de sucesso, e discos vendidos – ainda se vende esses biscoitos com furos no meio? – não podem ser garantia de um hit. Só o tempo prova o sucesso, e além disso, a capacidade que a música tem de nos influenciar. Mas de novo voltamos à experiência, tão essencial e que é capaz de criar marcas na nossa memória afetiva que jamais podem ser apagadas.
Quantas músicas marcaram momentos de felicidade, alegria ou até mesmo tristeza, e fazem parte da trilha sonora da nossa vida? Umas fizeram mais sucesso, outras menos, mas com certeza, você possui uma lista de canções que são marcantes e que você poderia passar meses escutando – se for como eu.
É certo que nossos gostos são particulares e intransferíveis, ou seja, são só nossos, mas a boa música nos marca, não é moda, nem pode ser datada, por mais que o seu ritmo seja próprio de uma época. Afinal, até os dias de hoje Sweet Dreams do Eurythmics ainda é um sucesso, e ressuscitou como meme, Evidências segue sendo um hino para muitos brasileiros que sofrem com a saudade da sua terra, e a abertura da Ópera O Guarani, de Carlos Gomes ainda é a abertura da Voz do Brasil.
Como diz o chef Erick Jacquin: “Quando é bom, não tem melhor”.

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