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COLUNISTAS

Èdith Piaf: a voz que cantou o amor

31/12/2025 09h05 | Atualizada em 30/12/2025 23h10 | Por: Vinícius de Carvalho

Desde o dia em que ouvi, pela primeira vez, “Non, je ne regrette rien”, de Édith Piaf, no som daquele carro, jamais consegui esquecer o turbilhão de sentimentos e a dor que aquela voz me transmitia. A tradução só fui conhecer anos mais tarde…

O que me deixava perplexo não era a técnica, a qualidade vocal ou mesmo a letra em si, mas o sentimento. Aquela dor crua, aquele coração escancarado em cada frase. Tudo aquilo me preenchia a cada música. Foi então que me deixei encantar por uma cantora pobre, mas imensa em alma. Capaz de traduzir os sentimentos de milhões de corações apaixonados que ainda hoje caminham por Paris ao som de “La Vie en Rose” ou “Sous le ciel de Paris”, melodias eternizadas pelos acordeonistas que ocupam as calçadas da Ville Lumière.

Édith foi negligenciada pela própria família, deixada de lado por quem deveria protegê-la, e criada entre prostitutas sob os cuidados da avó materna. Dos cinco aos seis anos de idade, ficou parcialmente cega em decorrência de uma queratite, recuperando a visão apenas após uma peregrinação a Lisieux, onde teria pedido a intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira da França, que à época sequer havia sido canonizada.

Piaf significa pardal. E o pequeno pardal francês parece nunca ter conhecido outra coisa senão a dor. Rejeitada pela família e ferida por aqueles de quem merecia amor, Edith viu sua carreira florescer, mas jamais conseguiu encontrar verdadeiro alento ou afeto duradouro. Hoje, sua obra é ignorada por muitos franceses e desconhecida por milhões de pessoas, enquanto outros a veneram como a voz que, mesmo transpassada pela dor, soube cantar o amor como poucas.

Ao contemplarmos a vida de uma mulher marcada pelo abandono e pela solidão, mas que se tornou mundialmente reconhecida como uma voz suave, intensa e profundamente humana, capaz de projetar a França no mapa da “chanson d’amour”, compreendemos que o amor verdadeiro não nos é estranho, nem depende exclusivamente de quem nos ama. O amor é vivo, perene e paciente, como escreve São Paulo, porque, no fim, “Peu m'importe, si tu m'aimes”.

Em 19 de dezembro de 2025, celebramos os 110 anos desta mulher que, com sua voz suave e cheia de sentimento, soube encher o mundo com uma canção linda e emocionante. Que possamos encontrar cada dia mais Piafs em nosso mundo e que o legado de Édith seja eterno!

Ano novo, vida nova. Será?

30/12/2025 17h05 | Atualizada em 30/12/2025 23h26 | Por: Vinícius de Carvalho

Meu caro leitor, o ano de 2025 passou. Apesar de, aparentemente, tudo em nossa vida continuar exatamente igual, apesar do calendário jurar em dizer que algo mudou, talvez possamos fazer do ano que se inicia, uma oportunidade de mudança.

Pouco me importa se você encheu folhas e mais folhas com propósitos muito bem fundamentados ou se escolheu resoluções concretas para este novo período. Minha mais sincera opinião é: jogue tudo fora.

Viva 2026. Traga consigo o mais sublime sentimento que podemos ter hoje, ou em qualquer outro momento que desfrutamos: estamos vivos. Isso é o que importa. O ano que se inicia pode ser o melhor ou o pior da sua vida. Ele depende, exclusivamente, daquilo que você fará com ele.

Resoluções não importam. Superstições não funcionam. Sete ondinhas jamais salvaram um preguiçoso. A única coisa capaz de fazer o seu ano novo ser diferente de tudo o que você já viveu é a sua vontade, o seu desejo, a sua ânsia de construir um ano verdadeiramente novo.

Leia mais. Busque filmes, séries e conteúdos que engrandeçam a sua alma. Fuja do que é raso e superficial e procure águas mais profundas e desafiadoras. Sem elas, você jamais conseguirá se tornar um adulto de verdade, não importa a idade que tenha hoje.

Faça algo de que não gosta. Gaste tempo com o que é enfadonho. Leia um livro sobre um tema que você odeia. A vida é curta demais para que você se torne um ser mesquinho e hedonista, interessado apenas em se satisfazer com momentos felizes. Seja aquilo que você deve ser e faça aquilo que você deve fazer.

Filmes para você se emocionar

04/12/2025 12h30 | Atualizada em 04/12/2025 13h20 | Por: Vinícius de Carvalho

Se você é fã de histórias que tocam o coração, arrancam lágrimas e deixam uma marca duradoura, esta lista é para você. Reunimos alguns dos filmes mais emocionantes e comoventes, histórias que exploram o amor, a perda, a superação e os laços humanos (e até os animais) de maneira profunda e inesquecível. Prepare o lenço e confira abaixo quatro filmes que prometem mexer com suas emoções:

Um Ninho Para Dois (2021)

Após a perda trágica de sua filha, Lilly (Melissa McCarthy) e Jack (Chris O'Dowd) enfrentam o luto de maneiras distintas. Jack se interna em uma clínica de reabilitação, enquanto Lilly permanece em casa, tentando manter a rotina e cuidar do jardim que esperava ser um espaço de renovação para o casal. No entanto, ela passa a ser atormentada por um estorninho agressivo que se instala em seu quintal. Em busca de ajuda, Lilly conhece Larry (Kevin Kline), um ex-psiquiatra que agora trabalha como veterinário. A interação com o pássaro e a amizade que desenvolve com Larry levam Lilly a confrontar sua dor e a buscar um caminho para a cura.​

Extraordinário (2017)

Auggie Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto que nasceu com uma síndrome genética rara que causou uma deformidade facial. Após anos sendo educado em casa, ele enfrenta o desafio de frequentar uma escola regular pela primeira vez. Enquanto Auggie lida com o preconceito e tenta encontrar seu lugar, sua história transforma todos ao seu redor: colegas, professores e sua própria família, especialmente sua mãe (Julia Roberts) e seu pai (Owen Wilson). Um filme emocionante e inspirador sobre empatia, aceitação e a beleza das diferenças.

A Casa do Dragão e Cavaleiro dos Sete Reinos já tem data de estreia

13/11/2025 12h30 | Atualizada em 13/11/2025 14h24 | Por: Vinícius de Carvalho

Os fãs de Westeros já podem começar a se preparar: a terceira temporada de A Casa do Dragão tem previsão de estreia para o início do verão de 2026, possivelmente em junho.

E não é só isso. Outro título muito aguardado do universo de Game of Thrones também já possui uma provável data de estreia: O Cavaleiro dos Sete Reinos, adaptação da obra O Cavaleiro Andante, de George R.R. Martin, chega em janeiro do ano que vem. A trama acompanha as aventuras de Sor Duncan, interpretado por Peter Claffey, em uma história ambientada cerca de um século antes dos eventos mostrados em A Casa do Dragão.

Com duas grandes produções a caminho, 2026 promete ser um ano especial para os apaixonados pelas Crônicas de Gelo e Fogo. O lançamento das duas produções em um mesmo ano pode ser uma mola propulsora para o fandom que já é bastante engajado, mas pode dividir ainda mais uma audiência que não anda lá muito expressiva.

Vale lembrar que A Casa do Dragão vem sofrendo diversas críticas por mudanças em partes essenciais da narrativa e supressão de personagens importantes. Talvez tenha faltado aos showrunners umas aulas sobre a tragédia que foi Game of Thrones para a expectativa tão elevada de um público acostumado a uma boa produção que viu sua série preferida desmoronar após a quarta temporada - e que ainda suportaram mais quatro!

O Menino do Pijama Listrado

06/11/2025 08h15 | Atualizada em 30/09/2025 21h40 | Por: Vinícius de Carvalho

O Menino do Pijama Listrado é um daqueles filmes que ficam na memória muito tempo depois dos créditos finais. Inspirado no livro de John Boyne, ele conta a história de Bruno, filho de um oficial nazista, que ao se mudar com a família para perto de um campo de concentração, faz amizade através da cerca com Shmuel, um menino judeu prisioneiro. A ingenuidade das crianças contrasta com a crueldade da realidade, tornando o desfecho da história ainda mais impactante.

A importância da obra não está apenas na narrativa emocionante, mas também no alerta que traz: a lembrança da barbárie nazista e de seus horrores não pode se perder no tempo, mesmo que mais décadas se passam. Conhecer, refletir e se aprofundar nessa parte da história é essencial para que atrocidades como o Holocausto nunca mais se repitam.

Mais do que um drama histórico, o filme é um convite à empatia, à memória e à responsabilidade coletiva de não permitir que o ódio volte a guiar a humanidade. O Menino do Pijama Listrado está disponível na Netflix para você assistir e se emocionar.

Vinícius de Carvalho

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