Movimento ganha força em vários estados enquanto Polícia Federal investiga possíveis abusos nos preços dos combustíveis
O setor de transportes no Brasil viveu um dia de forte tensão nesta terça-feira (17), após caminhoneiros de diferentes regiões aprovarem a realização de uma paralisação nacional. O movimento é uma reação direta à alta expressiva no preço do diesel, que tem impactado diretamente os custos da categoria e pressionado a atividade em todo o país.
A decisão foi consolidada durante assembleia organizada pelo Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, reunindo lideranças de estados como São Paulo, Paraná e Goiás. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, afirmou que a paralisação já tem aval. Segundo ele, o aumento acumulado de 18,86% no diesel desde o fim de fevereiro tornou a situação insustentável para os profissionais.
Diferente de mobilizações anteriores, o movimento atual tem foco exclusivamente econômico. Entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística orientam os caminhoneiros a evitarem bloqueios de rodovias, recomendando que permaneçam parados em postos ou em casa. Paralelamente, a Polícia Federal iniciou investigações para apurar possíveis práticas abusivas e lucros injustificados na venda de combustíveis, ampliando o clima de preocupação no setor.