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COLUNISTAS

Memórias da Segunda Guerra Mundial, de Sir Winston Churchill

04/04/2024 09h10 | Atualizada em 03/04/2024 12h15 | Por: Vinícius de Carvalho

Imagine que você é um grande orador e uma figura controversa que liderou o seu país em uma guerra contra uma potência militar que vinha devastando a Europa, decide escrever um livro com as suas memórias sobre esse período é congratulado com um Nobel de literatura pelas suas MEMÓRIAS.

Winston Churchill foi primeiro-ministro da Inglaterra de 1940 a 1945 e de 1951 a 1955 e liderou o Reino Unido contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial, tendo sido um dos grandes responsáveis pela vitória dos aliados e recebendo honrarias até hoje.

Reuniu as suas memórias, que no Brasil foram publicadas em uma edição primorosa da Harper Collins com mais de 1155 páginas divididas entre dois volumes belíssimos. A obra tem um capricho fora do comum para um conteúdo tão denso e tão importante para a história mundial.

Este livro rendeu a Churchill o prêmio Nobel de Literatura, concedido pela Academia Sueca, mas apesar disso, na infância e adolescência, o autor não foi bem na escola, tanto pelo seu comportamento quanto por seus problemas de dicção e memória.

Sua carreira militar só começou na terceira tentativa e seus hábitos não eram assim muito saudáveis. Mas seu bom-humor e a sua força de vontade em encontrar um caminho em meio ao turbilhão da guerra foram essenciais para o moral do povo britânico e para a vitória dos aliados. É desse livro que sai a célebre frase:

“Na guerra: determinação
Na derrota: desafio
Na vitória: magnanimidade
Na paz: boa vontade.”

Talvez você não se interesse muito por história ou não tenha uma afinidade tão grande com a figura do ex-primeiro-ministro da Inglaterra, mas Memórias da Segunda Guerra Mundial é um livro excelente, e apesar de ter muitas páginas, não assusta tanto por ser um livro de memórias.

Ler os relatos em primeira pessoa de Churchill sobre acontecimentos que para nós não são só páginas escritas na história. São uma poderosa forma de mostrar que o passado não pode se repetir e que grandes figuras políticas com brio e coragem para serem eles mesmos, sem perfumaria e embelezamento, estão cada vez mais escassos, se não em extinção.

Um Homem da Flórida (2023)

01/03/2024 09h15 | Atualizada em 10/01/2024 09h16 | Por: Vinícius de Carvalho

"Um homem da Flórida..." assim começam diversas notícias absurdas nos estados unidos todos os dias, e esse é o título de uma minissérie da Netflix que mistura comédia e drama e acompanha um ex-policial envolvido com uma gangue da Filadélfia que viaja a contragosto para o seu estado natal, a Flórida, em busca da namorada do seu chefe e acaba se deparando com uma morte, um tesouro e muito problema.

Assim como as notícias que começam com o seu título, Um Homem da Flórida é randômica e traz acontecimentos inesperados, reviravoltas e revelações que são ao mesmo tempo engraçadas e bastante críveis em lugares onde todo tipo de loucura acontece.

A produção da Netflix tem apenas 7 episódios e é uma série bastante maratonável, com um ritmo bom e uma história que dá vontade de assistir. Se você está procurando algo para passar o final de semana assistindo, coloque Um Homem da Flórida na sua lista do streaming e seja feliz.

O passado é uma roupa que não nos serve mais

16/02/2024 09h10 | Atualizada em 05/01/2024 21h13 | Por: Vinícius de Carvalho

Belchior já cantava em 1976 que “o passado é uma roupa que não nos serve mais” e que “o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo e precisamos todos, todos rejuvenescer”.

Essa parte da canção Velha Roupa Colorida, presente no álbum Alucinação, uma das grandes obras da Música Popular Brasileira, é com certeza um conselho certeiro para a vida. Nos apegamos ao passado, remoendo as coisas que já foram e amando aquilo que passou como se o ato de relembrar pudesse trazer de volta o que se foi ou refazer o que se quebrou.

Já diz o ditado que ninguém pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez já não é mais o mesmo rio, as águas passam. A vida é como um rio: os dias se vão, e o que foi, não volta mais, vai para o seu destino.

Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio… pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem!…

Heráclito de Éfeso.

O tempo que passou, não pode mais voltar e, aquilo que aconteceu, ficou para trás. Há quem diga que é preciso fazer as pazes com o passado. Reconhecer a sua importância para chegarmos onde estamos e aceitar que tudo aconteceu como deveria ter acontecido. Assim como quando em uma trilha, olhamos para trás e podemos contemplar o caminho que nos levou até o alto do morro e descobrimos que se chegamos até aquele ponto, foi graças ao caminho que percorremos.

Aceitar e reconhecer que passou. Deixar o peso do que foi, aliviar as bagagens que sugam as nossas forças e contemplar o caminho de peito aberto e queixo erguido é a melhor forma de seguir.

Eu Me Importo (2021)

09/02/2024 09h05 | Atualizada em 05/01/2024 21h04 | Por: Vinícius de Carvalho

Com um elenco estrelar, Eu Me Importo é um excelente filme escondido na Netflix com um plot twist e uma história que parece impossível de acontecer, mas que é realidade em alguns países do mundo.

Marla Greyson (Rosamund Pike) é uma guardiã legal que encontra pessoas idosas e ricas que ganha a vida com essas pessoas no fim da vida e deixadas de lado pela família, levando uma vida de luxo às custas de golpes e trapaças. Quando ela pensa ter encontrado mais uma vítima, descobre que ela guarda segredos que podem atrapalhar os seus planos e até colocar sua vida em risco.

O filme é divertido, tem uma história interessante e um ritmo que não deixa cair o entretenimento em momento nenhum. Apesar disso, pela crítica especializada, o filme Eu Me Importo tem mais de 5.000 críticas com uma média de 36% de avaliação positiva, ganhando um tomate podre no Rotten Tomatoes.

Apesar disso, na votação do público, tem uma média geral de 78%, o que mostra que mesmo não agradando os especialistas, ele ainda consegue agradar os espectadores e tem uma boa avaliação. O filme é uma produção da Netflix e está disponível na plataforma.

Minisséries que você precisa assistir

02/02/2024 09h10 | Atualizada em 05/01/2024 21h02 | Por: Vinícius de Carvalho

Nem todo mundo tem saco para acompanhar uma série longa com trocentas temporadas como algumas que têm por aí, né? Então eu separei uma lista com algumas minisséries que você precisa assistir e que com certeza valem o seu tempo na frente da tela:

 

O Gambito da Rainha (Netflix)

Essa minissérie da Netflix com a Anya Taylor-Joy conta a história de Beth Harmon, uma órfã que aprende a jogar xadrez e se torna um prodígio. Já aos 22 anos, ela precisa enfrentar os seus vícios para se tornar uma grande jogadora. Além de ter uma trama envolvente, e em certos pontos nos fazer sentir pena de Beth, a série é uma ótima opção para quem deseja uma obra completa.

Chernobyl (HBO Max)

Quem tem o mínimo conhecimento da história global ouve esse nome e já se lembra do terrível acidente na usina nuclear da União Soviética em 1986. A trama acompanha Valery Legasov, Ulana Khomyuk (Emily Watson) e o vice-presidente do Conselho de Ministros Boris Shcherbina na busca pelas causas do acidente devastador. Apesar de ser pesada, a série é extremamente bem escrita e a cada episódio, entramos na realidade daquelas pessoas devastadas pelo acidente e também compreendemos o que pode ter acontecido. As causas apresentadas na série são verdadeiras, o que faz com que a história seja ainda mais importante e necessária de ser assistida.

Notre Dame (Netflix)

Apesar de não ser um relato real do que aconteceu no terrível incêndio da Catedral de Notre-Dame, essa produção francesa disponível na Netflix é uma boa escolha para quem gosta de histórias de bombeiros e dramas. Alguns personagens parisienses se conectam ao acontecimento, tendo o incêndio da catedral como plano de fundo para os seus dramas e sofrimentos. Confesso que esperava que a série fosse mais factual, mas no final eu queria realmente saber como seria o fim dos personagens e me interessei pelo seu final.

Mare of Easttown (HBO Max)

Essa minissérie protagonizada pela Kate Winslet é um drama policial que acompanha a detetive de uma pequena cidade que precisa investigar um assassinato enquanto tudo em sua vida desmorona. Sem dar spoiler, preciso dizer que essa série me surpreendeu, porque jamais imaginaria um final tão surpreendente para um personagem que aparentemente seguiria e teria um final mais feliz. Mas mesmo assim, Mare of Easttown é uma obra excelente e você pode dar o play sem medo.

O Paraíso e a Serpente (Netflix)

Essa é com certeza uma série perfeita para quem gosta de um drama policial com boas doses de suspense. Com 8 episódios, a obra acompanha Charles Sobhraj, um golpista e serial killer francês e sua namorada Marie-Andrée Leclerc. Ele se disfarça de negociante de pedras preciosas ao viajar pela Tailândia, Nepal e Índia, entre 1975 e 1976, cometendo diversos crimes contra os hippies que viajavam para o Sudeste Asiático e acaba sendo um dos principais suspeitos de assassinatos de jovens viajantes do ocidente. Mas tudo muda quando o diplomata holandês Herman Knippenberg se depara com essa rede de crimes e faz de Sobhraj o homem mais procurado pela Interpol.

Vinícius de Carvalho

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