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Morre Arlindo Cruz, ícone do samba, aos 66 anos no Rio de Janeiro

Cantor e compositor enfrentava complicações de um AVC desde 2017; sua trajetória marcou gerações e deixou um legado de mais de 550 músicas gravadas

Por Redação

O cantor, compositor e multi-instrumentista Arlindo Cruz faleceu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por sua esposa, Babi Cruz.

Arlindo enfrentava complicações desde que sofreu um AVC hemorrágico em março de 2017, permanecendo longe dos palcos desde então. Sua trajetória é considerada uma das mais marcantes do samba brasileiro.

Natural do Rio, Arlindo começou na música ainda criança, destacando-se pelo domínio do cavaquinho, banjo e violão. Foi apadrinhado musicalmente por Candeia e participou de rodas de samba com nomes como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Almir Guineto, tornando-se figura essencial do movimento no Cacique de Ramos.

Ganhou projeção nacional ao integrar o grupo Fundo de Quintal, onde permaneceu por 12 anos e imortalizou diversos sucessos. Teve mais de 550 sambas gravados por grandes nomes e foi homenageado em 2023 como enredo do Império Serrano, escola pela qual também compôs diversos sambas-enredo ao longo da carreira.

Arlindo Cruz deixa um legado de genialidade, poesia e resistência na história da música brasileira.

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