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COLUNISTAS

O legado de Westeros continua

29/01/2026 12h30 | Atualizada em 29/01/2026 13h26 | Por: Vinícius de Carvalho

O Cavaleiro dos Sete Reinos já chegou e, aos poucos, vamos sendo conduzidos pela história de Dunk e Egg através de Westeros. A série consegue o mérito de expandir o imaginário desse universo, assim como House of the Dragon, e de contribuir para a construção de uma franquia de séries originais sólidas, com um público fiel e engajado.

Game of Thrones foi um fenômeno mundial que arrebanhou uma multidão de fãs. Só não alcançou um patamar ainda mais alto porque, após o esgotamento do material dos livros, a narrativa passou a seguir caminhos questionáveis, já não sustentados pela genialidade de George R. R. Martin, mas sim por decisões de produtores que pareciam mais interessados em encerrar rapidamente um projeto que já se estendia por mais de uma década.

Ainda assim, é inegável que Game of Thrones oferece uma experiência narrativa e visual única, mesmo com as controvérsias em torno de seu final. Já House of the Dragon segue trilha semelhante, com escolhas criativas discutíveis e alterações significativas em relação ao material original. O Cavaleiro dos Sete Reinos, por sua vez, tem a chance de trilhar um caminho próprio, já que não depende diretamente das outras produções e, apesar da ambientação de época, conta com um custo de produção menor, o que pode favorecer uma narrativa mais focada na trajetória dos personagens.

Resta agora acompanhar os episódios e conferir se a série conseguirá, de fato, firmar sua própria identidade dentro do vasto universo de Westeros.

O Cristo que abraça e é abraçado

23/01/2026 22h15 | Atualizada em 23/01/2026 22h17 | Por: Vinícius de Carvalho

Recentemente, uma cena chamou a atenção e se tornou viral na região e além das nossas fronteiras: durante a consagração eucarística, um padre abraça um senhor que se aproximava chorando pela perda do neto. O gesto, simples e profundamente humano, ocorreu justamente no momento mais sublime da celebração: a consagração.

O Padre Carlos Henrique, protagonista da cena, é vigário da Paróquia São Francisco de Assis, no bairro Monte Castelo, em Tubarão. Atuando há anos nesta comunidade, sua atitude não foi um improviso isolado, mas a expressão concreta de uma espiritualidade vivida no dia a dia. Diante de um irmão em sofrimento, ele encarnou o carisma de São Francisco: servir a Cristo vivo no irmão sofredor.

Talvez alguns tenham se escandalizado com o gesto, mas dificilmente compreenderiam que, naquele abraço, o próprio Cristo consolou e foi consolado. Consolou na figura do sacerdote que, em um momento tão sublime, age in persona Christi e teve, como o Senhor, a única atitude coerente: acolher e amar. E foi também acolhido o próprio Cristo, como Ele mesmo nos recorda no Evangelho: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40).

Aquele padre que, mesmo sem conhecer a origem exata da dor ou a história por trás das lágrimas, soube reconfortar uma alma ferida, partilhou do sofrimento do outro à maneira de Cristo, que, diante da morte de Lázaro, se comoveu profundamente e, como relata o evangelista, “pôs-se a chorar” (Jo 11, 35). O seu gesto ofereceu a todos nós um testemunho poderoso da caridade cristã na sua forma mais pura, concreta e prática.

Nos cabe, portanto, rezar pela alma do jovem que fez a sua Páscoa, bem como por toda a sua família e amigos, para que Deus possa confortar o seu coração e trazer a todos eles, a paz. Mas também rezar pelo Padre Carlos e por todos os sacerdotes que, cada um com o seu ministério, são sinais vivos da presença de Deus em nosso meio todos os dias.

O que esperar de novo em 2026?

22/01/2026 12h30 | Atualizada em 22/01/2026 11h40 | Por: Vinícius de Carvalho

Certamente, a indústria do cinema e da televisão nunca viveu um momento tão pulverizado e caótico quanto o atual. São streamings aos montes, diversas plataformas e incontáveis canais pelos quais podemos consumir as produções que desejamos. Nunca tivemos tanta liberdade para escolher o que assistir, como assistir e quando assistir.

Talvez justamente por isso, séries realmente marcantes tenham se tornado cada vez mais raras. Quando surge uma novidade capaz de gerar buzz, o entusiasmo costuma ser intenso, porém breve: em pouco tempo, todo o barulho se dissipa e dá lugar a um silêncio quase ensurdecedor. Não seria esse um reflexo da estratégia (na minha opinião, suicida) de lançar temporadas inteiras de uma só vez?

House of the Dragon, mesmo sem alcançar o impacto cultural enorme de Game of Thrones, conquistou o seu espaço ao manter relevância com episódios semanais. Podemos dizer o mesmo de Only Murders in the Building e de O Verão Que Mudou Minha Vida, que foram lançados em episódios semanais e conseguiram alcançar um sucesso considerável nos dias de hoje.

Talvez, em 2026, continuemos assistindo a esse cenário fragmentado, com muitas séries dispersas e poucos fenômenos duradouros. Neste cenário, a Netflix avança a passos largos rumo à hegemonia, especialmente diante da possibilidade de uma fusão com a Warner, que poderia levar franquias como Harry Potter e Game of Thrones para o seu catálogo.

Ano que se inicia promete novidades, mas a pergunta permanece: ele nos entregará algo realmente memorável ou apenas mais do mesmo entretenimento pasteurizado e vazio que tem marcado os últimos anos?

O Cavaleiro dos Sete Reinos estreia domingo (18)!

14/01/2026 12h30 | Atualizada em 14/01/2026 10h20 | Por: Vinícius de Carvalho

Este domingo, dia 18 de janeiro, promete um grande evento para os fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo, de Game of Thrones e de House of The Dragon: o lançamento da série spin-off O Cavaleiro dos Sete Reinos, inspirada em contos lançados por George R.R. Martin que prometem uma narrativa brilhante e uma nova viagem pelo âmago do universo de Gelo e Fogo.

A série acompanha é baseada em uma série de histórias situadas cerca de 100 anos antes dos eventos da série principal, em um período em que a Casa Targaryen ainda governa Westeros, mas em que os dragões já não existem mais, ou seja, após a Dança dos Dragões e a série House of The Dragon e antes de Game of Thrones.

A trama acompanha Ser Duncan, o Alto, um cavaleiro errante de origem humilde, forte e guiado por um rígido senso de honra. Após a morte de seu mentor, Dunk, como é conhecido, decide seguir viajando pelo reino em busca de torneios, trabalho e reconhecimento, enfrentando os desafios de um mundo marcado por tradições rígidas e tensões políticas silenciosas.

Ao seu lado está Egg, o seu jovem escudeiro esperto e determinado, que esconde um grande segredo: na verdade, ele é Aegon Targaryen, membro da família real e futuro rei. A relação entre os dois se desenvolve como uma jornada de aprendizado mútuo, misturando companheirismo, conflitos morais e descobertas sobre identidade, poder e responsabilidade.

Diferente de outras séries da franquia, O Cavaleiro dos Sete Reinos traz uma narrativa mais intimista e humana, focando em histórias de estrada, torneios de cavaleiros e dilemas pessoais, em vez de grandes guerras e disputas por tronos. Ainda assim, a série mantém a complexidade política e social de Westeros, oferecendo uma perspectiva diferente da que já temos sobre os sete reinos e expandindo o legado do mundo criado por George R. R. Martin.

Dia 18 de janeiro iremos nos aventurar neste mundo na HBO Max.

Como cantou Nina Simone, "It's a new day, It's a new life..."

01/01/2026 08h01 | Atualizada em 30/12/2025 23h49 | Por: Vinícius de Carvalho

Quem diria que uma música lançada nos idos de 1965, pela cantora de soul Nina Simone, pudesse se tornar um dos grandes hinos que embalam gerações até hoje? Quem diria que aquela canção, composta quase sem intenção, se transformaria em um poderoso símbolo de resiliência e liberdade?

Assim como cantou Nina Simone há décadas, hoje celebramos um verdadeiro e novo amanhecer. Um amanhecer diferente, que marca uma nova etapa na vida de cada um de nós.

Este dia surge como um marco rumo a uma vida renovada. Uma lufada de fôlego que reacende o fogo dos nossos dias, uma corrente grandiosa que nos impulsiona adiante, como peixes em um vasto mar, como folhas levadas pelo sopro do vento.

Somos levados pela força do tempo, mas não nos curvamos a ela. Como peixes, nadamos contra a corrente; como folhas, nos rebelamos e geramos movimento; como borboletas, somos portadores da alegria e da promessa de um novo tempo.

O ano novo começou e, com ele, somos impelidos a buscar o novo em nossas vidas: a aceitar desafios, a transformar caminhos e a encontrar sentido seja na vida pessoal, no trabalho, na cultura ou em qualquer outro aspecto da nossa existência. O ano novo é tempo de renovo, de ajustes, de recomeço, de aurora para uma vida diferente.

Espero que este novo período seja assim para você e que, assim como a cantora, possa declarar com verdade e entusiasmo: “I’m feeling good!”

Vinícius de Carvalho

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