Sábado, 02 de maio de 2026
Tubarão
26 °C
17 °C
Fechar [x]
Tubarão
26 °C
17 °C

COLUNISTAS

Sarcopenia silenciosa: o risco oculto por trás do uso do Mounjaro — e por que treinar deixou de ser opcional

27/04/2026 18h00 | Atualizada em 27/04/2026 17h10 | Por: Luiz Otávio
Foto: Imagem criada por IA

A perda de peso nunca esteve tão acessível. Medicamentos como o Mounjaro ganharam protagonismo por entregarem resultados rápidos, consistentes e, muitas vezes, impressionantes. Mas existe um detalhe crítico que está sendo ignorado por grande parte das pessoas — inclusive por quem já está emagrecendo: nem todo peso perdido é gordura. E é aqui que entra um problema sério: a Sarcopenia.

O que está acontecendo de verdade no corpo? A tirzepatida (Mounjaro) atua reduzindo o apetite e melhorando a sensibilidade à insulina. Resultado: você come menos, perde peso… mas também entra, quase inevitavelmente, em déficit calórico agressivo.

Agora o ponto técnico:  Em processos de emagrecimento sem estímulo muscular, cerca de 25% a 40% do peso perdido pode ser massa magra; Em alguns casos com uso de agonistas de GLP-1 (como o Mounjaro), esse número pode ser ainda maior, dependendo do contexto. Traduzindo: você acha que está “melhorando o físico”, mas pode estar perdendo exatamente o tecido que sustenta metabolismo, força e estética.

Isso é um problema real (e não estético), porque perder massa muscular não é só uma questão visual. É funcional e metabólica: Reduz o metabolismo basal (mais facilidade para recuperar gordura depois); Gera queda de força e desempenho; Piora a sensibilidade à insulina a longo prazo; Maior risco de lesões e Envelhecimento físico acelerado. Ou seja: emagrecer errado cobra a conta depois.

O erro mais comum de quem usa Mounjaro é quea maioria das pessoas faz exatamente isso: Usa o medicamento; Come menos; Para de treinar (ou nunca começa); e Não ajusta proteína. Resultado: emagrece rápido… e perde músculo junto. Isso não é otimização. É desperdício fisiológico.

O que resolve (de verdade) é se a pessoa opta por usar o Mounjaro, o caminho eficiente não é só “deixar o remédio agir”. É estruturar o ambiente para preservar massa magra. O treino de força é obrigatório, não opcional com frequência mínima de 3 a 5x por semana; com foco na progressão de carga, não só gasto calórico; e exercícios multiarticulares devem ser base. Sem isso, o corpo não recebe sinal para manter músculo.

Além disso, Proteína alta (e distribuída): Faixa eficiente: 1,6 a 2,2 g/kg/dia; Dividida em 3–5 refeições; e Priorizar fontes com alto valor biológico. Sem substrato, não existe manutenção muscular. O Déficit controlado (não extremo), o medicamento já reduz muito a ingestão. Forçar ainda mais o déficit é acelerar a perda de músculo.

Por fim, o monitoramento de composição corporal. Peso na balança é métrica fraca: Bioimpedância (com critério); Dobras cutâneas; e Fotos comparativas. O objetivo não é só “pesar menos”, é ter melhor composição corporal.

O ponto que ninguém fala: O Mounjaro não causa sarcopenia diretamente. Mas ele cria o ambiente perfeito para ela acontecer — se não houver intervenção. Ou seja, o problema não é o remédio. É o uso sem estratégia.

Conclusão: Emagrecer sem preservar massa muscular é um erro caro — metabólica e esteticamente. Se você está usando (ou pensando em usar) o Mounjaro, entenda isso com clareza, o remédio pode até tirar o peso. Mas só o treino garante que você não perca o corpo junto.

Recomeçar certo é mais importante do que recomeçar forte

09/03/2026 13h00 | Atualizada em 09/03/2026 09h21 | Por: Luiz Otávio

Depois dos primeiros dias de retomada, surge um segundo obstáculo: a pressa.

A pessoa olha o espelho e decide acelerar.

Aumenta volume de treino.
Inclui cardio sem planejamento.
Reduz calorias demais.
Quer recuperar tudo em uma semana.

Mas o corpo não funciona por ansiedade.

Ele funciona por adaptação.

Quando você tenta avançar rápido demais depois de um período de desorganização, cria um cenário clássico:

— queda de rendimento
— dores musculares excessivas
— sono pior
— fome descontrolada
— irritabilidade

Ou seja: o terreno perfeito para mais uma pausa.

Recomeçar bem é estabilizar primeiro.

Organizar horários.
Voltar à progressão normal do treino.
Restabelecer padrões alimentares.
Devolver previsibilidade ao sistema nervoso.

Resultado não nasce de explosão.
Nasce de constância.

Quem tenta “compensar” geralmente para de novo.

Quem respeita a readaptação constrói base.

E base é o que sustenta qualquer transformação física real.

Recomeçar certo é mais importante do que recomeçar forte

09/03/2026 13h00 | Atualizada em 09/03/2026 09h21 | Por: Luiz Otávio

Depois dos primeiros dias de retomada, surge um segundo obstáculo: a pressa.

A pessoa olha o espelho e decide acelerar.

Aumenta volume de treino.
Inclui cardio sem planejamento.
Reduz calorias demais.
Quer recuperar tudo em uma semana.

Mas o corpo não funciona por ansiedade.

Ele funciona por adaptação.

Quando você tenta avançar rápido demais depois de um período de desorganização, cria um cenário clássico:

— queda de rendimento
— dores musculares excessivas
— sono pior
— fome descontrolada
— irritabilidade

Ou seja: o terreno perfeito para mais uma pausa.

Recomeçar bem é estabilizar primeiro.

Organizar horários.
Voltar à progressão normal do treino.
Restabelecer padrões alimentares.
Devolver previsibilidade ao sistema nervoso.

Resultado não nasce de explosão.
Nasce de constância.

Quem tenta “compensar” geralmente para de novo.

Quem respeita a readaptação constrói base.

E base é o que sustenta qualquer transformação física real.

O peso que a gente deixa pra trás e a força que a gente leva pra frente

27/01/2026 12h30 | Atualizada em 27/01/2026 08h52 | Por: Luiz Otávio

Todo processo de treino envolve perdas.
Às vezes de gordura.
Às vezes de limitações.
Às vezes de versões antigas de nós mesmos.

Mas o que realmente importa é o que fica.

Fica a disciplina de acordar cedo.
Fica a capacidade de continuar mesmo cansado.
Fica o entendimento de que desconforto não é sinal de fracasso, mas de crescimento.

O treino ensina algo poderoso:
você não precisa estar confortável para estar no caminho certo.

Cada repetição difícil constrói algo invisível.
Uma força que não aparece no espelho, mas aparece na postura, na fala, na forma de encarar problemas.

No fim, o físico é consequência.
O verdadeiro ganho é interno.

E essa força acompanha você para além da academia.

Treinar muito não é treinar bem: como ajustar intensidade e volume

13/01/2026 12h30 | Atualizada em 13/01/2026 13h28 | Por: Luiz Otávio

Existe uma ideia quase romântica de que treino bom é aquele que te destrói.
Que se você saiu inteiro, não valeu.
Que quanto mais cansado, melhor.

Na prática, isso cobra um preço alto.

Treinar bem é entender que o corpo precisa de estímulo, mas também de recuperação.
Que músculo cresce no descanso.
Que sistema nervoso sobrecarregado trava evolução.

Muita gente não estagna por falta de treino, mas por excesso mal distribuído.
Volume demais, intensidade demais, descanso de menos.

E o corpo dá sinais:
queda de rendimento, dores constantes, falta de vontade de treinar, sono ruim.

Treino eficiente é aquele que você consegue repetir.
Semana após semana.
Mês após mês.

É aquele que respeita seu momento, sua rotina e sua realidade.
Que te desafia, mas não te quebra.

Menos ego.
Mais estratégia.

Quando você aprende a ajustar intensidade e volume, o treino deixa de ser punição e vira ferramenta.
E ferramenta bem usada gera resultado.

Luiz Otávio

Exercícios físicos

Com anos de experiência transformando vidas, Luiz Otávio é personal trainer e instrutor na Academia AD3. Apaixonado por performance e bem-estar, também se destaca como atleta de natação do Clube 29. Aqui, ele vai compartilhar dicas valiosas para melhorar seus treinos, sua saúde e sua qualidade de vida. Fique ligado!

TubaNews

As notícias de Tubarão e região sempre ao seu alcance.

(48) 99167-0677 | redacao@tubanews.com.br

TubaNews © Todos os direitos reservados.
Portaliza - Plataforma de Jornalismo Digital
WhatsApp

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Ok, entendi!