Ministério Público e Vigilância Sanitária interditam casa de auxílio de idosos em Imbituba
Idosos avaliados durante autuação foram diagnosticados com sarna, além de outras irregularidades encontradas no local
Na última semana uma casa de auxílio a idosos em Imbituba, bairro Nova Brasília, foi alvo de fiscalização e autuação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e Vigilância Sanitária do município. Segundo a promotora de Justiça Drª Sandra Goulart, o proprietário do local já havia sido notificado para melhorias em 2022 e novamente esse ano. A visita até a casa foi realizada na última quarta-feira (25).
Durante a vistoria da promotora, juntamente com a Vigilância Sanitária, foi constatado no local diversas irregularidades, em relação a segurança dos idosos, higiene e saúde. “É uma situação bem precária”, citou a Drª Sandra. Um dos principais pontos de gravidade, é a presença de idosos com contaminação de sarna. Além da falta de coisas básicas, como roupas de cama nos dormitórios, a promotora constatou em um livro o apontamento de casos de diarréia nos idosos, dias antes da fiscalização, e sem o comunicado de um órgão de saúde, e também o próprio MPSC. A casa também não conta com profissional de enfermagem, para ministrar medicações, aferimento de temperatura, pressão arterial dos idosos, entre outros serviços especializados por esses profissionais.
Após a ação, a Secretaria de Saúde foi acionada para atendimento dos idosos. “Inclusive, tinha uma idosa que estava vomitando, essa foi conduzida para o Hospital, o médico examinou todos os idosos e constatou que cinco deles estavam com sarna e com feridas pelo corpo. O médico receitou a medicação para todos os demais para evitar que tenha uma contaminação em todos os idosos”, contou a promotora.
A instituição foi interditada e tem um prazo de 10 dias para encaminhar os idosos aos familiares e responsáveis. “Após o prazo, a Vigilância Sanitária vai ao local novamente e verificar se houve o cumprimento ou não, mas de todo o modo, o Ministério Público está avaliando a necessidade de, também, ingressar com uma ação caso não seja cumprido no prazo a determinação da Vigilância Sanitária”, afirmou Sandra Goulart.
“Essas autuações e fiscalização se dão, exclusivamente, a fim de garantir o direito dos idosos. São pessoas fragilizadas, que muitas vezes os familiares acreditam que estão tendo todos os direitos resguardados e isso cabe ao Ministério Público, a toda sociedade e a Vigilância Sanitária verificar em que condições, em que ambiente eles estão inseridos, mesmo porque, quem se propõe a prestar esse tipo de serviço, tem enumera regras e legislações que devem cumprir, a fim de prestar um bom serviço e não colocar em risco a vida, saúde ou integridade física e psicológica de nenhum idoso”, destacou a promotora.
Todo ano as visitas e fiscalizações do MPSC e Vigilância Sanitária são obrigatórias em instituições de longa permanência de idosos, o relatório final é encaminhado para o Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília.