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Metade dos professores formados em EAD tem desempenho insuficiente

O levantamento aponta que 53,1% dos formandos não atingiram o nível esperado de conhecimento e habilidades na avaliação nacional

Por Redação

Os cursos de licenciatura a distância entraram no centro de uma nova polêmica após dados divulgados pelo Ministério da Educação mostrarem um desempenho preocupante dos futuros professores brasileiros. Segundo o Enade 2025, mais da metade dos estudantes que concluíram licenciaturas na modalidade EAD teve resultado considerado insuficiente. O levantamento aponta que 53,1% dos formandos não atingiram o nível esperado de conhecimento e habilidades na avaliação nacional, enquanto alunos de cursos presenciais apresentaram desempenho muito superior.

Os números reforçaram a decisão do Ministério da Educação de extinguir gradualmente os cursos de licenciatura totalmente a distância até maio de 2027. O ministro Leonardo Barchini afirmou que os atuais cursos 100% EAD deverão migrar para formatos presenciais ou semipresenciais. Hoje, seis em cada dez alunos de licenciatura no Brasil estudam na modalidade a distância, cenário que preocupa especialistas diante da formação de professores responsáveis pela educação básica do país.

O estudo também revelou diferenças expressivas entre instituições públicas e privadas. Estudantes de universidades federais lideraram os melhores resultados, com quase 76% considerados proficientes. Já nas instituições privadas, menos da metade atingiu o desempenho esperado. Ao todo, mais de 4,5 mil cursos de formação de professores foram avaliados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, e cerca de 35% receberam notas consideradas insatisfatórias.

Diante do cenário, o MEC anunciou que vai intensificar a fiscalização e o monitoramento dos cursos com pior desempenho. Instituições com notas baixas passarão por acompanhamento mais rigoroso e perderão a renovação automática de reconhecimento. O governo também pretende ampliar avaliações presenciais e inspeções in loco para tentar elevar a qualidade da formação docente no Brasil nos próximos anos.

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