IBGE: país tem 8,4 milhões de analfabetos com mais de 15 anos de idade
Em 2025, cerca de 7,7 milhões de brasileiros entre 14 e 29 anos não haviam concluído o ensino médio
Apesar da queda contínua do analfabetismo no Brasil, os desafios da educação ainda preocupam. Dados divulgados em 2025 mostram que a taxa de analfabetismo entre pessoas com 60 anos ou mais é de 13,9%, enquanto entre jovens de 15 a 59 anos o índice cai para apenas 2,6%. O cenário reflete o maior acesso das novas gerações à escola, mas também evidencia a necessidade de ampliar ações voltadas à alfabetização de adultos e idosos.
Outro dado que chama atenção é a desigualdade educacional. As mulheres apresentam melhores indicadores de escolaridade que os homens, com 59,4% delas tendo concluído ao menos a educação básica obrigatória, contra 55,2% do público masculino. A diferença também aparece no recorte racial: enquanto 64,9% das pessoas brancas concluíram o ciclo básico de ensino, entre pretos e pardos o percentual é de 51,3%, mostrando que as disparidades ainda persistem no país.
Na educação infantil, a principal razão para crianças de até 3 anos estarem fora das creches continua sendo a decisão dos pais ou responsáveis. No entanto, a falta de vagas e de unidades próximas também aparece como um dos principais obstáculos para milhares de famílias brasileiras. O problema reforça a pressão por ampliação da oferta de atendimento na primeira infância.
Mas o dado mais preocupante está entre os jovens. Em 2025, cerca de 7,7 milhões de brasileiros entre 14 e 29 anos não haviam concluído o ensino médio. A necessidade de trabalhar foi apontada como o principal motivo para o abandono escolar, mencionada por 43% dos entrevistados. A falta de interesse pelos estudos aparece em segundo lugar, com 25,6%, sinalizando um possível distanciamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional atual. Além disso, 17,5% dos brasileiros entre 15 e 29 anos não estudavam, não trabalhavam e nem frequentavam cursos de qualificação profissional.