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Emissão dentro dos presídios garante identidade para quase 2 mil detentos em SC

Além da economia e do reforço na segurança, a medida busca facilitar o acesso dos detentos à documentação civil

Por Redação

A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) diretamente nas unidades prisionais de Santa Catarina já resultou na confecção de 1.992 documentos apenas no primeiro semestre de 2026. A iniciativa, implantada no fim do ano passado, vem reduzindo gastos públicos, diminuindo a necessidade de escoltas e fortalecendo a segurança ao evitar o deslocamento de presos para postos de atendimento externos.

Antes da criação do Posto Avançado de Documentação (PADoc), a emissão da identidade dependia da ida de equipes da Polícia Científica até os presídios ou do transporte de pessoas privadas de liberdade sob escolta policial. Agora, com postos permanentes de coleta biométrica instalados nas 54 unidades prisionais catarinenses e servidores da Polícia Penal capacitados para realizar o procedimento, todo o processo ocorre dentro dos próprios presídios. A mudança reduz despesas com viaturas, combustível e efetivo policial, além de otimizar o trabalho dos órgãos envolvidos.

Além da economia e do reforço na segurança, a medida busca facilitar o acesso dos detentos à documentação civil, considerada essencial para participação em programas de educação, qualificação profissional e trabalho durante o cumprimento da pena e após a saída do sistema prisional. O programa é desenvolvido em parceria entre a Secretaria de Justiça e Reintegração Social, a Polícia Científica, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), atendendo também à resolução do CNJ que garante o acesso à documentação básica para pessoas privadas de liberdade.

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