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COLUNISTAS

Sexualidade na terceira idade: quebrando tabus e celebrando a vida

13/12/2024 17h30 | Atualizada em 13/12/2024 16h39 | Por: Sibéle Cristina

A sexualidade na terceira idade ainda é um tema cercado de tabus e preconceitos, mas é fundamental discutir essa questão com naturalidade e respeito. A longevidade é uma conquista da humanidade, e viver mais significa também continuar a explorar e a desfrutar todas as dimensões da vida, incluindo a sexualidade. Vamos desvendar mitos, entender mudanças e celebrar as possibilidades desse período.

 

Mudanças no Corpo e na Sexualidade

Com o envelhecimento, o corpo passa por transformações naturais que podem impactar a vida sexual. No entanto, é importante lembrar que as mudanças físicas não eliminam o desejo ou a capacidade de sentir prazer.

•    Homens: Podem experimentar redução nos níveis de testosterona, ereções menos rígidas e aumento do tempo para a recuperação entre as relações sexuais. Isso não significa fim da sexualidade, mas adaptação.

•    Mulheres: O declínio nos níveis de estrogênio, associado à menopausa, pode causar ressecamento vaginal e redução da elasticidade. Com lubrificantes e diálogo com o parceiro, essas questões podem ser resolvidas.

Além disso, a maturidade pode trazer maior autoconfiança e autoconhecimento, elementos essenciais para uma vida sexual mais plena e satisfatória.

 

Mitos Sobre a Sexualidade na Terceira Idade

Infelizmente, ainda persiste o mito de que pessoas idosas não têm interesse ou não devem manter uma vida sexual ativa. Essa visão é fruto de preconceitos que ignoram a complexidade da sexualidade humana.

Na verdade o desejo sexual pode permanecer ao longo da vida, desde que não seja interrompido por crenças limitantes. Além disso, a intimidade vai além do ato sexual e pode ser vivida de formas mais sensíveis, como toques, carícias e companheirismo.

 

Benefícios da Sexualidade na Terceira Idade

Manter uma vida sexual ativa traz benefícios físicos e emocionais:
•    Saúde física: Aumenta a circulação sanguínea, fortalece o sistema imunológico e melhora a qualidade do sono.
•    Saúde emocional: Fortalece vínculos, reduz sentimentos de solidão e melhora a autoestima.
•    Bem-estar geral: A liberação de hormônios como endorfinas e oxitocina promove relaxamento e felicidade.

Dicas para Viver a Sexualidade na Maturidade
    1.    Diálogo aberto: Converse com o parceiro sobre desejos, expectativas e limites.
    2.    Cuidados com a saúde: Visite médicos regularmente e, se necessário, procure ajuda de especialistas, como urologistas ou ginecologistas, para lidar com dificuldades específicas.
    3.    Exploração de novas formas de prazer: Experimente posições, fantasias ou acessórios que tragam novidade à relação.
    4.    Educação sexual: Nunca é tarde para aprender mais sobre o próprio corpo e sobre sexualidade. Participar de grupos ou palestras pode ser enriquecedor.
    5.    Priorize o autocuidado: Alimentação saudável, prática de exercícios físicos e a redução do estresse impactam positivamente na vida sexual.

 

Superando Preconceitos e Barreiras

Para viver plenamente a sexualidade na terceira idade, é essencial superar os preconceitos internos e externos. O julgamento da sociedade, somado a uma educação sexual limitada, muitas vezes impede que idosos se sintam à vontade para explorar sua sexualidade. Isso pode ser combatido com informação, apoio psicológico e a construção de espaços de diálogo.

A sexualidade é uma parte integral da vida humana, independentemente da idade. Na terceira idade, ela ganha novos significados, centrados na intimidade, no companheirismo e na valorização do prazer. Com informações adequadas, uma visão positiva e cuidados específicos, é possível desfrutar plenamente dessa etapa da vida.

Envelhecer é um privilégio, e viver sua sexualidade com liberdade e alegria é uma forma de honrar esse processo. Afinal, a vida, em qualquer idade, é feita para ser celebrada.

 

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O corpo fala o que a mente sente

06/12/2024 10h00 | Atualizada em 06/12/2024 10h01 | Por: Sibéle Cristina

A saúde sexual nunca foi só sobre o corpo. Ela é, antes de tudo, um reflexo daquilo que carregamos por dentro. É impossível separar desejo de emoção, prazer de tranquilidade, ou conexão física de equilíbrio mental. Porque o corpo fala, mas é a mente quem traduz.

Quantas vezes o cansaço mental nos rouba o apetite pela vida — e, com ele, pelo toque, pela intimidade? Ansiedades não resolvidas se tornam muros invisíveis entre duas pessoas, enquanto mágoas guardadas silenciam aquilo que deveria ser natural e fluido. A sexualidade é uma ponte que liga, mas essa ponte precisa de bases sólidas: segurança emocional, autoestima e paz interior.

Quando a mente está em guerra, o corpo responde. O desejo pode se esconder, o prazer pode parecer distante, e a intimidade vira um território de cobrança ou obrigação. Por outro lado, quando a saúde mental e emocional estão em dia, o corpo se abre como uma conversa sincera: sem pressa, sem pressão, apenas entrega.

Cuidar da saúde sexual é também cuidar de si mesmo. É respeitar os próprios limites, expressar desejos, e — talvez o mais importante — permitir-se sentir. Porque o prazer não é apenas físico; ele é uma confirmação de que estamos vivos, conectados e em harmonia com o que somos e com quem escolhemos estar.

A saúde sexual não se constrói no vazio. Ela precisa do diálogo, da confiança, e do olhar para dentro. Quando nos tratamos com amor e cuidado, quando priorizamos nossa mente e nossas emoções, o corpo agradece. E é nesse encontro — entre o físico, o mental e o emocional — que a verdadeira intimidade floresce.

 

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O Preço de Ser Mulher

23/11/2024 12h10 | Atualizada em 23/11/2024 12h09 | Por: Sibéle Cristina

Ser mulher é viver em meio a campos de batalhas silenciosas, onde o eco das nossas conquistas raramente atinge o mundo da mesma forma que os desafios que enfrentamos. Desde cedo, crescemos aprendendo, mesmo sem palavras, que existe um preço alto pelo simples fato de termos nascido mulheres. É como se uma fatura nos fosse entregue ao nascer, um contrato invisível que diz que precisamos nos provar incessantemente, ainda que, por vezes, nos falte o direito ao erro.

Acordamos cedo e nos preparamos para mais um dia, não apenas para as responsabilidades que temos, mas para as camadas de julgamentos, expectativas e limites impostos por outros. Ainda assim, nos lançamos no mundo, tentando abrir caminho entre olhares que subestimam ou desconsideram, que nos colocam em caixinhas ou sugerem que “aqui você não pertence”. Sabemos bem o peso de sorrisos forçados e de silêncios necessários para garantir nossa sobrevivência nos espaços que insistimos em ocupar.

Quantas vezes temos que ser fortes quando só queremos desmoronar, quando a fragilidade bate e nos sufocamos por não podermos demonstrar o cansaço? Carregamos um coração cheio de sonhos e medos, mas também uma determinação que transcende qualquer limite. Cada pequena vitória, cada “não” que transformamos em uma possibilidade, cada barreira que quebramos, deixa uma marca, invisível talvez, mas indelével.

Ser mulher é um exercício constante de resistência. É não se acomodar nos papéis que a sociedade tenta nos atribuir, é romper o silêncio e desafiar o esperado. É chorar de frustração por não poder ser apenas o que se quer ser, é sorrir de alívio ao perceber que não estamos sozinhas, que outras tantas caminham conosco, costurando juntas uma rede de apoio, ainda que silenciosa.

É um preço alto, sim. É o cansaço de quem muitas vezes está à frente, mas ainda invisível. É a ousadia de falar o que muitos preferem não ouvir. É o amor-próprio que cultivamos com cuidado, entre feridas que o tempo, aos poucos, ajuda a curar.

Somos sobreviventes de uma guerra diária, onde nossa maior vitória não é vencer os outros, mas permanecer inteiras, fieis ao que somos e ao que desejamos. E se há um preço em ser mulher, que este seja o de deixar um legado que inspire as próximas gerações, mostrando que vale a pena, que por mais difícil que seja, a jornada é nossa, e o destino também será.


✍????Sibéle Cristina Garcia 
Encorajadora da Liberdade Feminina

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O Eco da Traição

08/11/2024 18h30 | Atualizada em 08/11/2024 18h00 | Por: Sibéle Cristina

A história começa com o frio na barriga, a adrenalina de um segredo bem guardado. Um sorriso trocado nos corredores, uma mensagem inesperada no meio da tarde. E, antes que percebam, ali estão os dois, apaixonados e convencidos de que “isso” é diferente. Afinal, ninguém conhece o outro tão bem quanto eles. É o que dizem: encontraram alguém que realmente os entende, e essa conexão única parece justificar tudo.

Só que há algo no começo das coisas. Uma relação que nasce de uma traição carrega consigo um pacto silencioso, mas inevitável. Uma promessa não dita, um compromisso com a duplicidade. Quem começou no papel de cúmplice agora veste o manto do “oficial”, mas será que o lugar é seguro?

No fundo, eles sabem. Sabem que aquilo que os uniu foi, justamente, o que desmoronou o relacionamento anterior. Dizem que é a “força do amor”, mas, em momentos de reflexão, aparece uma pergunta incômoda: o que impede que a história se repita? A resposta, por mais que tentem, nunca é completamente convincente. O fantasma da traição passada está ali, rondando, espreitando entre as brechas de uma relação que, por mais apaixonada que seja, ainda tem algo de frágil.

Porque a traição é um eco. Uma semente que, uma vez plantada, precisa de um esforço contínuo para não germinar. Mas o problema é que nem sempre quem traiu e quem foi cúmplice se dá conta disso. Muitas vezes, acham que o compromisso novo apagou o rastro do anterior, que o amor ou a atração são o suficientes para selar uma nova página em branco.

Só que o eco não se apaga com promessas. Ele se instala nas inseguranças, nos silêncios estranhos, nos olhares rápidos para o celular. Surge quando menos se espera, nas noites de ciúme ou nas discussões que reacendem o medo de que, talvez, um ciclo esteja prestes a recomeçar. A confiança, que deveria ser a base, acaba contaminada, porque o passado é uma marca que não se apaga tão facilmente.

Isso não quer dizer que toda relação que nasce assim esteja condenada. Pessoas mudam, aprendem, e, em alguns casos, o amor se reinventa. Mas, ainda assim, o eco está lá, exigindo atenção, pedindo trabalho. Uma relação que começa sobre as ruínas de outra precisa de muito mais cuidado para não desmoronar. Ela precisa ser reconstruída desde o alicerce, com verdade, paciência e muito mais do que o desejo inicial.

Para alguns, o eco da traição pode ser um lembrete constante de suas escolhas, um chamado a construir algo mais forte e real. Para outros, é um ruído persistente, a sussurrar que o passado não ficou tão para trás quanto gostariam de acreditar. Afinal, a confiança é como um espelho: uma vez quebrada, os cacos podem ser colados, mas a linha da fissura permanece.

E, quem sabe, talvez o eco seja, afinal, um aviso silencioso. Um convite para repensar os caminhos e reconhecer que a verdadeira fidelidade talvez não seja ao outro, mas a si mesmo. Porque, em meio a todos os reflexos, o que mais importa é a imagem que cada um enxerga de si quando tudo se silencia.

 

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O declínio da paquera: silêncio nas festas

03/11/2024 15h05 | Atualizada em 03/11/2024 15h10 | Por: Sibéle Cristina

Antigamente, as festas eram um palco de olhares, sorrisos e aproximações. O coração acelerava com o simples cruzar de olhos, e a paquera fluía como parte natural da noite. Bastava um “oi” desajeitado ou um convite para dançar e a magia acontecia. Mas hoje, o cenário mudou. As festas estão cheias, a música alta, os copos nas mãos, mas algo parece faltar. Por que ninguém chega mais em ninguém?

Talvez seja a velocidade do mundo moderno. Com o deslizar do dedo na tela, a conquista se tornou instantânea. Aplicativos de namoro substituíram o frio na barriga de um flerte ao vivo. Agora, tudo é seguro, controlado. Você vê, curte, conversa e, se der match, aí sim rola o interesse. Mas e a espontaneidade? Aquela faísca que só nasce do contato real, do jogo de olhares na pista de dança, do improviso? Ela está se apagando.

Há quem diga que o medo do fracasso aumentou. A rejeição, que antes era parte do jogo, agora ganhou um peso quase insuportável. Ninguém quer se expor ao risco de ser ignorado ou levar um “não” cara a cara. E assim, ficamos cada vez mais protegidos, escondidos atrás das telas, num mundo onde o desconforto é evitado a qualquer custo. Paquerar exige vulnerabilidade, e parece que nos esquecemos de como é deixar o coração à mostra.

Outro ponto é que estamos tão conectados virtualmente, que nos distanciamos fisicamente. Estamos na festa, mas ao mesmo tempo, não estamos. As pessoas olham mais para o celular do que umas para as outras. Checar notificações virou um refúgio social, uma forma de escapar do momento presente, da ansiedade do encontro real. Enquanto isso, o flerte fica em suspenso, perdido entre a tela e a realidade.

E não podemos esquecer que as relações mudaram. Há uma busca crescente por autenticidade, por profundidade. A conversa rápida e casual da paquera, muitas vezes, parece rasa demais para a complexidade dos tempos atuais. As pessoas querem mais que uma troca de sorrisos e palavras ensaiadas; querem conexões verdadeiras. E em meio a essa busca por sentido, a leveza do “chegar em alguém” vai se perdendo.

Mas a verdade é que, em meio a todas essas mudanças, a essência do encontro continua ali, esperando. A paquera pode ter mudado de ritmo, mas ela não morreu. Talvez esteja só adormecida, aguardando o momento em que alguém se desprenda da segurança do virtual e arrisque, mais uma vez, o flerte cara a cara, o frio na barriga, a possibilidade do inesperado.

Porque, no fundo, ainda queremos ser vistos. Queremos aquele olhar que nos atravessa no meio da festa, aquele sorriso que acende algo dentro de nós. O que falta é a coragem para sair das sombras digitais e voltar a viver o improviso da vida real. Talvez as festas só precisem disso: de menos distração, menos medo, e mais gente disposta a se encontrar de verdade.

 

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