O sexo nunca foi apenas sobre corpos em movimento ou sobre o clímax que tantos colocam como objetivo final. Sexo é diálogo sem palavras, é conexão que não se limita ao toque. O orgasmo, ainda que poderoso, é apenas uma vírgula, nunca o ponto final. É no pós que o sexo revela sua verdadeira grandeza.
Naquele abraço onde os corpos se enlaçam sem pressa, no calor que ainda permanece mesmo quando o suor já seca. É no silêncio compartilhado, onde nenhum som é necessário porque os corações falam por si. Saltam, descompassados, mas alinhados.
Os olhos fechados não escondem nada; pelo contrário, revelam uma entrega rara. Ali, naquele momento, mora a vulnerabilidade que transforma o desejo em ternura, o prazer em cumplicidade. O abraço não é só o fim de um ato; é o começo de uma história.
Sexo não termina onde muitos pensam que acaba. Ele continua na troca de olhares preguiçosos, na conversa tímida entre beijos espaçados, no cheiro de pele que fica impregnado como memória viva. É a soma de todos os detalhes que transcendem o instante e fazem da experiência algo que dura muito além do momento.
No fundo, sexo é sobre presença, sobre estar inteiramente ali, na união de almas que entendem o poder do carinho depois do prazer. É saber que, ao abrir os olhos, haverá reciprocidade no brilho do outro. Porque, no abraço cúmplice, o amor continua a pulsar – e isso, ah, isso sim é o verdadeiro orgasmo da vida.
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O sexo tântrico, uma prática ancestral com raízes profundas nas tradições espirituais do Oriente, propõe uma abordagem do desejo e da intimidade que vai além das normas convencionais. Ao contrário da visão ocidental do sexo como um ato físico e muitas vezes apressado, o tantra nos convida a explorar o sexo como uma experiência de conexão profunda e transcendência espiritual.
No coração do tantra está a ideia de que o sexo não é apenas uma expressão física do desejo, mas uma forma de alcançar uma maior compreensão e unidade com o parceiro e com o próprio eu. O tantra é uma prática que busca integrar o corpo, a mente e o espírito, utilizando o sexo como um meio para explorar e expandir a consciência. Ao focar na presença, no prazer e na energia sexual, o tantra oferece uma abordagem que celebra o momento presente e promove uma conexão mais profunda entre os parceiros.
Uma das características distintivas do sexo tântrico é a ênfase na respiração e na atenção plena. Em vez de se concentrar apenas na estimulação física ou no objetivo de alcançar o orgasmo, o tantra encoraja os participantes a se sintonizarem com suas próprias sensações e com as do parceiro. A respiração sincronizada e a presença plena permitem uma experiência mais rica e sensível, onde o prazer é vivenciado como uma expansão do ser, e não apenas como um pico de intensidade.
O sexo tântrico também promove uma maior conexão emocional e espiritual entre os parceiros. A prática convida os indivíduos a se abrirem para a vulnerabilidade e a autenticidade, criando um espaço seguro onde a intimidade pode florescer. Em vez de tratar o sexo como uma tarefa ou um objetivo, o tantra vê a sexualidade como uma expressão natural e sagrada da união entre os seres humanos.
Além disso, o tantra pode desafiar as noções convencionais de tempo e expectativa. Em uma sociedade onde o sexo muitas vezes é apressado e orientado para o resultado, o tantra promove uma abordagem mais contemplativa e ritualística. O ato sexual é visto como um caminho para a realização pessoal e para a exploração de novas dimensões da intimidade.
No entanto, o sexo tântrico não é uma panaceia e pode não ser adequado para todos. É uma prática que requer paciência, disposição para explorar e uma abertura para a vulnerabilidade emocional. Para aqueles dispostos a embarcar nessa jornada, o tantra oferece uma oportunidade de experimentar a sexualidade de uma maneira mais profunda e significativa.
Em resumo, o sexo tântrico representa uma forma de vivenciar a intimidade que transcende as limitações do físico e do imediato. Ao promover uma conexão mais profunda entre os parceiros e uma maior atenção ao próprio eu, o tantra nos convida a redescobrir o sexo como uma prática espiritual e enriquecedora. Em um mundo onde a sexualidade é frequentemente reduzida a um ato simples, o tantra oferece um caminho para explorar a riqueza da experiência humana e celebrar a união do corpo e da alma.
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A distinção entre gozar e ejacular, e entre ejacular sem alcançar o orgasmo, é um aspecto complexo da sexualidade masculina que muitas vezes não é amplamente discutido.
‘Gozar sem ejacular’ ocorre quando um homem experimenta a sensação de prazer intenso e liberação, mas sem a liberação de sêmen. Esse fenômeno pode ser associado a técnicas específicas de controle ejaculatório, como as praticadas em algumas formas de meditação sexual e técnicas de controle da ejaculação. É uma experiência onde o prazer pode ser profundo e prolongado, mas a ejaculação não ocorre.
Por outro lado, ejacular sem atingir o orgasmo é uma situação onde há a liberação de sêmen, mas sem a experiência completa do prazer intenso que normalmente acompanha o orgasmo. Isso pode acontecer devido a vários fatores, como estresse, ansiedade, ou desconexão emocional durante o ato sexual. Nesses casos, o prazer físico está presente, mas a resposta emocional e psicológica, que define o orgasmo, pode estar ausente.
Ambos os fenômenos destacam a complexidade da sexualidade e como fatores físicos, emocionais e psicológicos podem interagir de maneiras inesperadas. A compreensão desses aspectos pode levar a uma maior conscientização e comunicação sobre o que constitui uma experiência sexual satisfatória e completa.
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Todo fim de ano, a tradição se repete. Nos corredores das lojas, mulheres se apressam para escolher a calcinha da virada, cada uma apostando no poder simbólico das cores. Branco para a paz, dizem. Vermelho para a paixão avassaladora, rosa para o amor leve, amarelo para atrair dinheiro. A pergunta que sempre me faço é: será que funciona?
É curioso como, entre listas de metas e brindes de espumante, colocamos nossas esperanças em um pedaço de tecido. Parece uma brincadeira inocente, mas a escolha da calcinha é carregada de intenções que refletem aquilo que mais desejamos — e, muitas vezes, o que mais nos falta.
Se o branco pudesse garantir paz, quantas pessoas não teriam finalmente um ano sem conflitos? Se o amarelo resolvesse as contas, ninguém mais perderia o sono com boletos atrasados. E o vermelho, ah, o vermelho, seria capaz de esquentar até o coração mais gelado. Mas, no fundo, todos sabemos que cor nenhuma tem o poder de mudar o que só depende de nós.
A paz que buscamos não está no branco da roupa íntima, mas no branco da consciência tranquila. É a paz que vem quando aprendemos a dizer “não” sem culpa e “sim” sem medo. É quando paramos de carregar o peso do mundo nas costas e nos permitimos descansar.
O amor que tanto ansiamos não está no rosa, mas no amor-próprio. Ele começa no respeito que temos por nós mesmas, na coragem de estabelecer limites e na ousadia de nos colocar em primeiro lugar. Porque o amor verdadeiro, seja ele de qualquer cor, só floresce onde há autoestima.
E o dinheiro, esse tão desejado amarelo, não vem apenas pela sorte. Ele vem do esforço, da criatividade e, sobretudo, da valorização do nosso trabalho. Vem quando aprendemos a nos posicionar e a cobrar o que merecemos, sem vergonha de reconhecer nosso próprio valor.
Então, que cor usar na virada? Qualquer uma que te faça sentir bem. Escolha a calcinha que combine com o que você é e com o que você quer ser. O que importa não é a cor do tecido, mas a intenção por trás do desejo. Mais do que isso, importa a ação que você está disposta a tomar para transformar esse desejo em realidade.
Porque o que verdadeiramente traz paz, amor ou prosperidade é o compromisso com você mesma. Que em 2025 a sua vida seja colorida, mas pintada pelas suas próprias escolhas e não pelas superstições. Afinal, nenhum pedaço de pano substitui a força de uma mulher que sabe o que quer.
Dizem que o orgasmo começa na mente, não no corpo. E se pararmos para pensar, faz todo o sentido. Antes que o corpo responda, a mente já percorreu caminhos que talvez o outro nem tenha notado. É na mente que o desejo nasce, tímido ou voraz, e se transforma em uma força avassaladora. É ela que molda a experiência, conduz o ritmo, fantasia e entrega.
Mas por que, então, insistimos tanto em simplificar o prazer, como se ele fosse um interruptor que alguém pudesse acionar? Como se o corpo fosse uma máquina previsível, com manual de instruções à prova de falhas? O orgasmo não é resultado de uma técnica, de um gesto exato ou de uma sequência ensaiada. Ele é fruto de uma conexão muito mais profunda, que começa onde ninguém vê: no espaço íntimo da mente.
E aí está a revolução silenciosa. É a mente que decide se vai permitir o prazer. Se ela se sente segura, aceita, desejada. Se o ambiente é de confiança, se as palavras são cuidadosas, se o toque é gentil antes de ser intenso. Sem isso, o corpo pode até reagir mecanicamente, mas o verdadeiro êxtase jamais acontecerá.
Por isso, o orgasmo não é só físico. É emocional, psicológico, espiritual. Ele depende de entrega, e a entrega, por sua vez, depende de liberdade. Liberdade para ser vulnerável, para deixar cair as máscaras, para existir por inteiro. Liberdade para se despir não só das roupas, mas dos medos, das culpas, das expectativas que nos foram impostas.
E o mais curioso é que, para muitas mulheres, essa jornada de prazer começa com elas mesmas. Não com um outro. Com a coragem de explorar seus próprios desejos, de ouvir seus próprios pensamentos e de se reconectar com seus próprios corpos. Quando isso acontece, o prazer deixa de ser algo que se espera e passa a ser algo que se cria.
Então, o orgasmo começa na mente porque é ali que nos permitimos sentir. O corpo é só o palco; o verdadeiro espetáculo acontece no invisível, onde moram os sonhos e os desejos mais profundos. Afinal, como dizia uma grande escritora: “O corpo só segue o que a mente já imaginou.”
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Sexóloga
Sexóloga, especialista em relacionamentos, professora de artes sensuais, ativista no combate à violência doméstica, colunista social e comunicadora de tv e rádio.