No sexo, o casal precisa encontrar o ponto de equilíbrio e prazer mútuo.
Sexo é um assunto sempre instigante e sempre muito controverso. Em cada cultura, em cada país, ele é tratado de uma forma particular. E mesmo dentro de uma mesma cultura, uma mesma cidade, o sexo é visto de ''n'' modos diferentes. O que é interessante e prazeroso para uns nem sempre é interessante e prazeroso para outros. Uma pergunta, por exemplo, que sempre persegue as pessoas, mesmo aquelas que se consideram esclarecidas e liberais, é se vale tudo entre quatro paredes.
O fato é que não existe exatamente uma resposta definitiva. Vale e não vale. A resposta pode parecer ambígua, inconclusiva. Mas é a mais pura realidade. Entre quatro paredes, a sua permissão vai até onde o seu parceiro ou sua parceira permitir. O prazer do sexo necessita de compartilhamento, de troca, de entrega. Se apenas um dos participantes tem prazer, com certeza não haverá satisfação e quando não há satisfação, há frustração. No sexo, ninguém deve ser apenas coadjuvante. Os dois precisam ser protagonistas.
É por isso que a resposta de 'se entre quatro paredes vale tudo' é tão complexa. Veja. Há pessoas que adoram o arroz com feijão, e o máximo de ousadia que se permitem é fazer uma ou outra variação de posições no momento do ato sexual. Preferem o sexo básico, sem grandes inovações.
Já há os que adoram as fantasias, os complementos, os fetiches, as variações. Fazem de cada relação sexual um momento especial, transformando-o praticamente em um evento. Quem está certo? Todos estão certos, desde que respeitem o parceiro.
A verdade é que cada pessoa, cada casal precisa encontrar o seu ponto de equilíbrio e de prazer mútuo. O sexo pode ser desfrutado de infindáveis formas. Há casais que se tornam tão amigos, mas tão amigos, com uma convivência tão tranquila e estável, que o sexo acaba se transformando num ato importante, mas não essencial à relação. Essas pessoas, muitas vezes, deixam de buscar as infinitas possibilidades de prazer a dois que o sexo pode oferecer. Mas é sempre bom estar alerta, pois muitas vezes quando tudo está bem, nada está bem. A acomodação pode se transformar em um enorme mal para as relações.
Já outros casais preferem viver a sexualidade de forma mais intensa, usando a criatividade para melhorar a vida sexual. Até a reconciliação depois daquela briguinha pode ser transformada numa motivação a mais para o sexo ficar mais prazeroso.
Lembre sempre disso:sexo bom é aquele feito com segurança, consentimento e de preferência com sentimentos.
Sexo é entrega!
As razões que levam as pessoas a envolver-se nesse jogo de xadrez emocional são muitas.
As mulheres seduzem para comprovar sua capacidade de atrair, para testar-se ou até para fracassar e esbarrar em seus próprios limites. Seduzem também para conferir, para descobrir se um homem é “aquilo mesmo” que elas imaginaram, e assim poder colocá-lo nas alturas, na categoria de parceiro ideal, pai ideal, protetor, mentor, salvador.
Os homens seduzem para sentir a plenitude de seu ser, para provar sua masculinidade e para possuir o objeto do seu desejo: a mulher.
Enquanto todas essas razões podem mesclar-se, misturar-se infinitamente, os motivos do jogo também podem variar muito. Às vezes você seduz simplesmente pela compulsão de caçar, de se aventurar. Você pode fazê-lo apenas pelo prazer de ganhar — “Vou conseguir aquele gato, custe o que custar.” Pode ser que você precise de uma constante afirmação de que é invencível: “Ninguém resiste ao meu charme”. Ou de distração: “Hoje vou paquerar”. Seduzimos até mesmo para experimentar e medir forças com os outros: “Sei que sou capaz de conquistar”. Ou ainda por puro prazer, porque sabemos que a sedução é a possibilidade de encontrar o amor.
Nesse jogo de sedução, os envolvidos sentem-se , a cada hora, a cada instante, a dois passos do paraíso (ora entrando, ora saindo… ),porque, na verdade, nós buscamos, como mostra de forma tão poética Sibony, saciar a fome louca, que estava meio adormecida e foi despertada em toda a sua força pelo outro. Buscamos a conciliação com aquele ser pleno que vive dentro de nós.
Seduzir é uma arte.
Algumas pessoas já nascem sedutoras. Outras nem tanto ou quase nada.
O grande artista plástico Van Gogh dizia que os olhos são os espelhos e as janelas da alma. A sedução (para a maioria das pessoas) começa pelo olhar…
Algumas são a sensualidade em pessoa…
A sedução é um jogo que se aprende por imitação. Todos nós somos capazes de seduzir ou nos deixar seduzir. É um processo lúdico, uma brincadeira, um estímulo que libera a criança que existe dentro de nós.
Todo jogador é fascinado pelo desafio, pela variedade de combinações possíveis, pelo improviso, pela tentação de desrespeitar as regras e pela imprevisibilidade dos resultados.
Jogar para quebrar as regras e se auto-afirmar aparentemente dá ótimos resultados; no fundo, nem sempre satisfaz, e o feitiço pode mesmo virar contra o feiticeiro.
Prometer uma coisa que você sabe que não vai cumprir é jogo sujo. Também é jogo sujo você oferecer o que não quer ou o que não tem para dar.
Às vezes nos dedicamos ao processo de sedução em tempo integral, e isso se torna o tecido de nossas vidas, mas corremos o risco de cair num buraco negro, porque o jogo da sedução nos dissocia, nos desliga da realidade.
Beijos no coração,
Sibéle Cristina Garcia
Sexóloga, palestrante oficial da FCDL/SC, terapeuta, Especialista em Relacionamentos Afetivos e apresentadora do programa Mais Mulher na Unitv SC.
Atenção mulheres:
Interessadas em aulas de sedução,com a professora de Artes Sensuais e Sexóloga Sibéle Cristina? Envie um e-mail para sibelecristinagarcia@gmail.com
Imagem: pexels Eu tenho valor. É mágica essa frase. Tenho certeza que você deve estar pensando: para ela é fácil! São horas de maquiagem e cabelo para ela ficar assim.É claro que ela sente que tem valor.
Porque beleza pode ser preenchida como um super poder: mas isso aqui tem que sair em algum momento.
Então…A partir daí complica.
O verdadeiro desafio para todos nós é entender como se sentir valiosa de cara lavada.
Mas vamos ser honestas. Eu não tenho essa aparência todo o tempo.
Quer dizer… Quem tem?
Então, o que tem por baixo de tudo isso tem valor?
Quando somos mais jovens frequentemente pensamos que valor está ligado ao nosso rosto ou a forma do nosso corpo, ou a quanta atenção nós recebemos ou quão popular somos , ou quantos likes você ganha comparado com seus amigos.
Mas não é sobre nada disso.
“Eu tenho valor” é sobre ter o direito de ser você mesmo.
De viver a sua verdade com seu corpo, a sua pele e o seu rosto que vai mudar conforme os anos passam.
Isso é fato!
Mas ter coragem suficiente para acreditar no seu valor é algo que todas nós podemos ajudar umas às outras a conseguir.
É mais fácil falar do que fazer.
Todas temos coisas que criticamos em nós mesmas e que as vezes, queremos mudar ou nos comparar com as outras.
Nossas cicatrizes e imperfeições e nossas diferenças.
Mas tudo isso faz de nós exatamente quem somos. E talvez enquanto a gente viver nesse mundo, Precisamos apoiar umas às outras, sem julgamentos.
Sejam quais forem as diferenças e a forma como você se identifica. Porque unidas e aceitando umas as outras, nós somos melhores ainda. Vamos apoiar umas às outras. Celebrar umas às outras. Sabendo que com ou sem maquiagem, ser você, ser autenticamente você, é o que importa. E isso tem valor!
Então olhe-se no espelho do jeito que estiver agora, quaisquer que sejam seus problemas ou objetivos, coloque tudo de lado por um segundo e vamos fazer isso juntas. Faça uma pausa: eu tenho valor!
Diga mais uma vez: eu tenho valor! Porque é verdade.
Eu tenho valor! E sei muito bem disso.
E você, sabe o seu valor?
Sibéle Cristina Garcia
Nascida em 4 de julho de 1968.
Sexóloga, Terapeuta, Especialista em Relacionamento Abusivo, Colunista, Comunicadora e Mentora.
“Sinto saudade da gente como homem e mulher. Não sei porque não consigo ser mulher e mãe. Fazemos amor com carinho, mas perdemos aquele fogo maravilhoso que tínhamos, aquela criatividade, disposição; agora é sempre do mesmo jeito, previsível demais. Literalmente papai e mamãe, exatamente assim que passamos a nos chamar após o nascimento de nossa primeira filha.”
J.A.M| Araruna/PR
Este é apenas um dos vários relatos parecidos e/ou semelhantes em sessões de terapia sexual presencial/on-line.
“Papai e Mamãe” ocuparam o palco e deixaram o homem e a mulher nos bastidores. Isso é muito comum: um grande número de casais se queixa disso nas sessões de terapia. Você, querido(a) leitor(a), também está passando por essa mesma situação?
Sentem saudade da vida sexual antes da chegada dos filhos? Que tal resgatarem o encantamento do início do relacionamento?
O primeiro passo é deixar que apenas as crianças chamem você de pai e mãe… E, então, um poderá ajudar o outro a integrar os prazeres de homem-pai e mulher-mãe. Mesmo num casamento duradouro e com um corpo longe da perfeição cultuada pelas antigas revistas de moda e atualmente pela mídia, é possível cultivar a atração e o romance.
Se para algumas mulheres a primeira gestação marcou a diminuição do entusiasmo pelo sexo, para outras aconteceu o contrário.
Sabemos que a gravidez é realmente um período repleto de transformações. Ganha-se peso, os seios crescem, mudam os hormônios, o corpo, a agilidade, o sono, a sensibilidade e tantas outras coisas. Com o sexo não é diferente. Muitos casais experimentam mudanças durante essa fase, seja no modo de fazer sexo( algumas posições sexuais podem ser muito complicadas no fim da gestação, e outras, bastante criativas!), seja na intensidade do tesão, que pode diminuir ou aumentar.
Depois vem o nascimento, o resguardo, a amamentação, as crianças crescendo, o retorno ao trabalho, a dupla jornada… E aquele sexo gostoso, a viagem a dois, tudo vai ficando para depois. Ao assumirem o papel de “pai e mãe”, muitas vezes as pessoas se esquecem de que também são homem e mulher e que a sua relação precisa de tanta atenção quanto seus filhos. Mas, quando ambos estão insatisfeitos com a falta do “fogo maravilhoso” o que cada um pode fazer para surpreender agradavelmente o outro e colocar o homem e a mulher em cena, sem necessariamente expulsar o pai a mãe para os bastidores do palco da vida em família?
Deixo aqui algumas dicas para quem quer alimentar o clima de namoro no casamento:
⁃ Tenham um momento a dois(íntimo), deixando os filhos na casa da sogra, da mãe, com a babá, ou numa amiga que você confie(quem sabe a noite do pijama?). Mas não vale ficar estressada pensando neles. Tentem relaxar e aproveitar!
⁃ Mudar o ambiente pode ser bastante interessante. Se puderem ir a um motel ou numa pousada em qualquer região perto de sua cidade, melhor ainda!
⁃ Um jantar íntimo, luz de velas, um bom vinho, uma música agradável, olhos nos olhos o tempo todo… faz toda a diferença.
⁃ Uma lingerie nova para os dois também é afrodisíaco. Para muitos homens e para algumas mulheres, a visão é um grande estímulo sexual.
⁃ Brinquedos eróticos (de sexshops) são bem vindos, desde que já estejam acostumados. Nem todos curtem! Evite exageros. Lembre-se: - menos é mais!
Importante:
⁃ nada disso adianta se você não estiver feliz e de bem com seu(sua) parceiro (a). Jamais esqueça da importância de um diálogo íntimo bastante verdadeiro, carinho, respeito mútuo e muito beijo na boca são ingredientes fundamentais dessa mistura.
⁃ Por favor: parem de chamar um ao outro de PAI e MÃE.
⁃ Vocês são marido e mulher. Ok?
Terapia de casal?Agende um horário para você: 48 99618-1327 ( atendimento terapêutico on-line e presencial)
Sibéle Cristina Garcia
Pegagoga/ Sexóloga/Terapeuta/ Especialista em Relacionamento Abusivo/Palestrante pela FCDL/SC e Comunicadora.

Sexóloga
Sexóloga, especialista em relacionamentos, professora de artes sensuais, ativista no combate à violência doméstica, colunista social e comunicadora de tv e rádio.