Casem por amor, por escolha, por vontade — não por medo da solidão, nem por pressão social.
Casem quando o riso for fácil, quando o silêncio não machucar e quando o lar for mais refúgio do que vitrine.
Mas, sobretudo, não deixem que pessoas com relacionamentos frustrados ditem o roteiro da sua felicidade.
Quem sangra sem tratar a própria ferida costuma desacreditar o amor alheio.
Quem desistiu cedo demais transforma a própria desistência em conselho.
Casar não é perder liberdade.
É escolher com quem dividir os dias comuns, as crises, as conquistas pequenas e as vitórias invisíveis.
É crescer junto, errar junto, aprender junto — sabendo que ninguém vem pronto.
Não romantizem o casamento, mas também não o demonizem.
Ele não salva ninguém, não conserta vazios, não cura traumas sozinho.
Mas, quando é consciente, ele fortalece, amadurece e acolhe.
Casem quando houver diálogo, respeito e coragem para enfrentar os dias difíceis sem fugir.
Casem quando houver admiração.
Casem quando houver verdade.
E se não der certo, tudo bem — recomeçar também é maturidade.
Mas não deixem que o fracasso de outros roube a possibilidade do seu acerto.
Casem, casem sim.
Porque amar, apesar de tudo, ainda é um ato de coragem.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia

Sexóloga
Sexóloga, especialista em relacionamentos, professora de artes sensuais, ativista no combate à violência doméstica, colunista social e comunicadora de tv e rádio.