2026 chegou chegando.
Chegou com fogos, metas novas, agendas limpas e discursos cheios de intenção.
Mas não se iluda.
Beijos não são promessas.
Presentes não são contratos.
Palavras bonitas não substituem atitudes repetidas.
Ano novo não muda caráter.
Não conserta ausência.
Não transforma quem nunca teve intenção de ficar, cuidar ou assumir.
Tem gente que beija e some.
Tem gente que presenteia e não permanece.
Tem gente que promete no brinde da virada e desaparece na primeira responsabilidade.
Afeto de verdade não precisa de data comemorativa.
Não vem embalado em papel dourado nem depende de contagem regressiva.
Ele aparece no cotidiano,
na constância,
na coerência entre o que se diz e o que se faz.
2026 pode até ser novo no calendário,
mas você não precisa ser ingênua de novo.
Amor não se mede pelo brilho do gesto,
mas pela continuidade da presença.
Que neste ano a gente pare de confundir intensidade com compromisso
e aprenda, finalmente,
que quem quer estar…
fica.

Sexóloga
Sexóloga, especialista em relacionamentos, professora de artes sensuais, ativista no combate à violência doméstica, colunista social e comunicadora de tv e rádio.