Julgamento reconheceu homicídio qualificado, tentativa de homicídio e envolvimento com facção criminosa
O Tribunal do Júri da Comarca de Tubarão concluiu, na sexta-feira (22), o julgamento de dois homens acusados de participação em um ataque armado contra uma família em agosto de 2022. Eles foram considerados culpados pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa, recebendo penas de 35 e 32 anos de reclusão.
Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os réus se dirigiram até a residência das vítimas e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Graziela Antunes, de 31 anos, morreu no local. O companheiro dela foi atingido, mas sobreviveu após receber atendimento médico, ficando afastado de suas atividades por mais de um mês. Já o filho do casal, de apenas dois anos, sofreu fraturas graves que resultaram em paraplegia.
O homicídio das outras vítimas não se consumou porque o pai conseguiu escapar e pedir ajuda a vizinhos, que auxiliaram no socorro da família.
De acordo com o MPSC, a motivação foi considerada torpe. Os acusados, integrantes de uma facção criminosa, suspeitaram que o pai da família tivesse vínculos com um grupo rival, após um comentário feito em tom de brincadeira a um adolescente ligado à facção adversária. A situação foi relatada aos réus, que então planejaram o ataque.
Os jurados também reconheceram a qualificadora do recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que os disparos foram feitos de surpresa, do lado de fora da casa, durante a noite.
Além disso, as investigações comprovaram a ligação dos réus com uma organização criminosa. Um terceiro homem, também associado ao grupo, foi sentenciado por organização criminosa majorada, em razão do uso de arma de fogo e da participação de um adolescente na ação.