Grupo está em Doha em meio à escalada de tensão no Oriente Médio; autoridades articulam retorno ao Brasil
Onze empresários e suas esposas, moradores de Tubarão e Araranguá, estão retidos em Doha, no Qatar, após o fechamento do espaço aéreo do país em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. A situação ocorre após ataques dos Estados Unidos ao Irã, que elevaram o nível de alerta na região. Diante do impasse, entidades empresariais e autoridades brasileiras passaram a atuar para viabilizar o retorno do grupo ao Brasil.
A mobilização começou após pedido da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), que acionou a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). A entidade buscou apoio da Secretaria de Articulação Internacional do Governo de Santa Catarina, que iniciou contato com o Ministério das Relações Exteriores. O secretário Paulinho Bornhausen e sua equipe articularam junto ao Itamaraty orientações sobre os procedimentos para garantir o retorno dos brasileiros.
Entre as alternativas avaliadas está a saída por via terrestre pela Arábia Saudita, país que mantém o espaço aéreo aberto. O governo saudita sinalizou a possibilidade de emissão de vistos de trânsito por meio de um processo simplificado, e os governos brasileiro e saudita estão em diálogo para viabilizar a operação. A tensão na região aumentou após o Ministério da Defesa do Qatar informar que interceptou um ataque lançado pelo Irã, envolvendo aeronaves, mísseis balísticos e drones.