Guardas suspeitos de tortura contra um homem com deficiência são alvos de mandados de prisão preventiva, um deles foi preso e o outro é considerado foragido
Após mandados de busca e apreensão cumpridos no último dia 22 de abril da Polícia Civil de Balneário Camboriú deflagrou a segunda fase da operação que visa investigar a tortura de um homem com deficiência mental no último dia 26 de janeiro.
Desta vez, os guardas suspeitos de tortura foram alvos de mandados de prisão preventiva na tarde desta quinta-feira (11), por meio da DIC (Divisão de Investigação Criminal), no Litoral Norte de Santa Catarina.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos e aplicadas medidas diversas da prisão. Contudo, nessa quinta-feira, após recurso, o Tribunal de Justiça proferiu nova decisão determinando a prisão preventiva.
A vítima seria Arthur*, de 31 anos. De acordo com investigação da Polícia Civil, Arthur* foi abordado pelos guardas suspeitos nas margens da marginal oeste da BR-101 e colocado dentro de uma viatura, onde teria sido severamente agredido.
Em seguida, Arthur* foi abandonado desacordado nas margens da BR-101, já em Itajaí, e foi socorrido por uma equipe de resgate da Arteris Litoral Sul, concessionária que administra a rodovia.
Por meio da assessoria, a Guarda Municipal de Balneário Camboriú informou que os agentes foram afastados e um processo administrativo foi aberto na época, e o mesmo segue em curso respeitando os prazos legais.
À reportagem, Arthur* contou que precisou se abrigar embaixo de um viaduto para se proteger da chuva quando saiu para andar de bicicleta em Balneário Camboriú, pela manhã do dia que foi torturado.
O passeio, no entanto, se transformou em pesadelo. Homem com deficiência, Arthur* foi abordado por guardas municipais e, horas depois, acabou encontrado às margens da rodovia BR-101 com o cabelo cortado, marcas de corda no pescoço e de agressões pelo corpo.