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SEGURANÇA

Padre Júlio Lancelotti diz que vai levar caso de ação ilegal de PMs com pessoas em situação de rua em SC ao Ministério dos Direitos Humanos

Ele quer que PF investigue de quem é a responsabilidade deste caso. O 1º Batalhão da PM afirmou que ação foi feita sem conhecimento do comando e que vai apurar conduta dos agentes.

Baln. Camboriú - SC, 01/11/2023 07h27 | Atualizada em 01/11/2023 07h35 | Por: Redação | Fonte: G1

O Padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral de Rua de São Paulo, disse que vai levar o caso da ação ilegal de policiais militares que obrigaram pessoas em situação de rua a sair de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, ao Ministério dos Direitos Humanos e Ministério da Justiça. O sacerdote quer que a Polícia Federal investigue de quem é a responsabilidade sobre o que aconteceu.

Cerca de 40 pessoas relataram terem sido agredidas por policiais militares e obrigadas por eles a sair da cidade caminhando na madrugada de terça-feira (31). Um vídeo mostra viaturas da PM escoltando o grupo , que foi abandonado no limite com Balneário Camboriú, às margens da BR-101.

ação foi feita à revelia, sem conhecimento do comando, informou o 1º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento no município.

O padre Júlio Lancelotti é conhecido como uma liderança nacional no combate à aporofobia – aversão a pessoas pobres.

"Tem alguém que financiou, alguém motivou isso. Não é uma coisa espontânea. Sete viaturas, com tantos policiais fardados em serviço de repente fazem isso. Isso é financiado por alguém, há em jogo grupos poderosos que querem fazer uma higienização da cidade considerada turísticas e tratar as pessoas em situação de rua como um lixo", disse o padre em entrevista à rádio CBN.

"Estamos aqui junto com vocês estarrecidos. No início, eu pensei que era o exército israelense. E aí fui ver que era a Polícia Militar de Santa Catarina com pessoas que são de rua. E isso é triste. Acontece em Santa Catarina, no Brasil, em São Paulo. É preciso que a Corregedoria da Polícia Militar de Santa Catarina investigue e que haja um alerta ao Ministério de Direitos Humanos e ao Ministério da Justiça, porque essa é uma prática comum das cidades. O exemplo mais antigo da história é quando a Rainha Elizabeth II veio ao Rio de Janeiro e deram um sumiço nos moradores de rua", continuou o padre.

 

Relato

Um homem que relatou estar junto com outras pessoas em situação de rua que foram agredidas por policiais militares e obrigadas a sair de Itajaí disse que o grupo foi alvo de pancadas e ameaças.

"Bateram em um monte de gente, e eles batem forte, com cassetete. Teve gente mesmo que ali no [bairro] Matadouro já saiu tonto. Teve um mesmo que deu até dó. Disseram ‘vou te quebrar mesmo’, jogaram no chão e tudo", declarou o homem, que preferiu não se identificar por medo de ameaças.

A Secretaria de Assistência Social de Itajaí fez o atendimento das pessoas após a ação dos policiais e confirmou que elas já eram conhecidas e cadastradas no município.

Segundo o 1º Batalhão da PM, não havia nenhuma operação oficial em curso e o fato será apurado mediante a um Inquérito Policial Militar (IPM). O órgão foi questionado pelo g1 e não informou, no entanto, se houve afastamento dos policiais envolvidos. 

 

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