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SEGURANÇA

Jovem baleada na cabeça durante operação policial, morre aos 23 anos, em Criciúma

Identificada como Thamily Venâncio Ereno, a estudante de Odontologia na Unesc foi atingida durante uma operação da Polícia Civil

Criciúma - SC, 24/03/2025 06h40 | Por: Redação | Fonte: Veja

Uma jovem de 23 anos, identificada como Thamily Venâncio Ereno, foi baleada na cabeça durante uma operação da Polícia Civil no bairro São Sebastião, em Criciúma. O incidente ocorreu na tarde de sexta-feira (21) e a estudante de Odontologia na Unesc, teve morte confirmada neste domingo (23).

Thamily, namorada do alvo da operação, suspeito de tráfico de drogas e organização criminosa, estava em um carro de aplicativo no momento da abordagem. Inicialmente internada no Hospital São José, ela apresentava quadro de morte encefálica desde, a noite de sexta-feira, mas ainda respirava. Posteriormente veio a óbito. 

 

Segundo a Polícia Civil, a ação visava o cumprimento de um mandado de prisão contra o namorado de Thamily, Kauan de Oliveira Filastro, de 20 anos. A versão oficial aponta que, durante a abordagem, o motorista do veículo de aplicativo tentou fugir ao acelerar de marcha à ré na direção dos policiais, o que levou um dos agentes a efetuar um disparo que atingiu a jovem, que estava no banco de trás.

No entanto, a defesa do motorista, que não teve o nome divulgado, apresentou uma versão divergente dos fatos em nota oficial. De acordo com o comunicado, o motorista realizava uma corrida para o casal quando foi surpreendido por dois homens armados que desceram de uma viatura descaracterizada em direção ao carro. Diante do que interpretou como uma tentativa de assalto, o motorista deu ré, mas foi impedido por outro veículo. Ao tentar desviar, o carro foi atingido por uma segunda viatura.

A defesa alega que a colisão resultou no disparo de arma de fogo por uma agente policial, que causou a morte da passageira. Após o ocorrido, o
passageiro foi preso em cumprimento ao mandado, Thamily foi socorrida pelo Samu, e o motorista foi levado à delegacia para prestar depoimento. Ainda, o motorista se viu envolvido em uma “articulação policial” que busca atribuir a ele a responsabilidade por uma infundada tentativa de homicídio contra os agentes, alegando que ele sequer sabia que as pessoas eram policiais no momento da suposta tentativa de fuga.

A defesa também criticou a condução da investigação, informando que todos os envolvidos foram ouvidos, com exceção da policial que efetuou o disparo fatal. Outro ponto levantado pela defesa foi o relato de uma testemunha que presenciou os fatos e os registrou em seu celular, mas que teria sido obrigada por um agente policial a entregar o aparelho e apagar as imagens relacionadas ao incidente para tê-lo de volta.

A nota da defesa expressa preocupação com o que alega ser um prejulgamento do motorista por parte do delegado responsável pela investigação e do delegado-geral de Santa Catarina, que já o teriam sentenciado como culpado por tentativa de homicídio e desobediência de ordem policial. Diante disso, a defesa espera que o Poder Judiciário garanta ao motorista o direito à ampla defesa, para que a investigação policial e o processo penal não se tornem meras formalidades e seus direitos fundamentais sejam resguardados.

 

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