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SEGURANÇA

Após sofrer abuso sexual na infância, mulher se torna policial e prende próprio agressor em SC

Oito anos depois, aos 33, ela escreveu um livro, lançado no final do ano passado para contar essa história

Chapecó - SC, 06/02/2025 09h10 | Atualizada em 06/02/2025 10h01 | Por: Redação | Fonte: G1

Quando tinha 9 anos, Jessica Martinelli foi vítima de um abuso sexual, que ocorreu por cerca de dois anos e meio. Aos 15, ela denunciou o abuso, mas encontrou inúmeras dificuldades com cada autoridade que contatou. Aos 25 anos, menos de um ano após se tornar policial civil em Chapecó, ela conseguiu prender, o próprio agressor, um amigo da família.

Oito anos depois, aos 33, ela escreveu um livro, lançado no final do ano passado para contar essa história e resolveu relatar em "A Calha", o que aconteceu. A intenção da iniciativa era também trazer conforto a outras pessoas que tenham sofrido crimes semelhantes e que sofreram com a desconfiança e a culpa.

"Por ser uma história realmente que eu sei que motiva as vítimas a denunciarem, a contar. Além de trazer uma certa justiça, porque muitas vítimas, eu ouvi isso, que a minha ação, o meu ato, de certa forma, trouxe conforto para elas. Porque muitas não tem mais como, pela questão de tempo, já não tem mais como prender o agressor", disse Jessica.

 

Crime e denúncia

No livro, Jéssica narra que os abusos ocorreram quando ela tinha entre 9 e 11 anos e meio e só pararam depois que a amizade entre o agressor e a família dela rompeu. O homem tinha 33 anos quando os crimes começaram.

Ela, porém, assim como inúmeras mulheres vítimas de violência, não sentia uma abertura da própria família para contar o que aconteceu. "Mas eu tinha necessidade de desabafar. Então eu desabafava com amigas do colégio, ou uma vizinha minha". Uma dessas amigas contou para a mãe, que veio conversar com Jessica e a encorajou a relatar os abusos a alguém mais próximo. "Eu contei para quem eu confiava, que é a minha irmã".

Nessa época, Jessica já estava com 15 anos. No mesmo dia, ela e a irmã foram à delegacia para denunciar o caso. Mas encontraram muitas dificuldades para que as autoridades levassem o caso a sério, segundo ela. "Eu tive que repetir milhares de vezes a mesma coisa, sabe?", lamentou.

 

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