O caso mobilizou moradores, protetores da causa animal e diversas personalidades públicas, que passaram a cobrar providências das autoridades e justiça pelo crime.
Dois adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões que levaram à morte do cachorro comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, deverão ser ouvidos pela Polícia Civil na próxima semana, após retornarem de uma viagem aos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que afirmou que a viagem havia sido planejada antes da morte do animal.
Quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento na morte de Orelha, que vivia há mais de 10 anos na região da Praia Brava e era cuidado por moradores e pescadores. A Polícia Civil também identificou três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação no curso da investigação, todos parentes dos adolescentes investigados.
O caso provocou forte comoção e repercussão nacional, e mobilizou moradores, protetores da causa animal e diversas personalidades públicas, que passaram a cobrar providências das autoridades e justiça pelo crime.
Nesta segunda-feira (26), uma operação da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) cumpriu três mandados de busca e apreensão em Florianópolis. Dois deles ocorreram em endereços ligados a adolescentes suspeitos. Durante a ação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por análise e devem auxiliar no avanço das investigações.
Além disso, a polícia fez buscas na residência de um adulto investigado por suposta coação de uma testemunha, com o objetivo de localizar uma possível arma de fogo que teria sido usada na ameaça. O item não foi encontrado, mas os policiais localizaram drogas para uso pessoal no local.