Problema antigo segue sem solução prática e município cria comissão para estudar medidas
A superlotação dos cemitérios de Jaguaruna voltou a gerar preocupação entre moradores. Famílias que precisam realizar sepultamentos relatam dificuldades para encontrar vagas, enquanto projetos discutidos há anos como a ampliação do Cemitério Público Municipal, construção de gavetários e de uma capela mortuária ainda não saíram do papel. Diante da situação, a prefeitura informou que criou uma comissão de trabalho para realizar um diagnóstico completo dos espaços existentes e estudar alternativas de expansão.
Além da falta de vagas, os cemitérios enfrentam outros problemas estruturais, como ausência de drenagem, muros caídos, mato alto e falta de controle sobre construções realizadas no local. Também há preocupação com cerca de 30 capelas comprometidas estruturalmente, algumas com risco de desabamento. “Existe um valo de drenagem e várias capelas estão comprometidas. Uma delas é onde está sepultada minha mãe. Aquilo pode cair a qualquer momento”, relatou o vereador Júlio Marques Pereira, que participou de uma visita técnica ao local junto com representantes da prefeitura, Defesa Civil e Câmara de Vereadores.
A situação também envolve questionamentos do Ministério Público. Em 2020, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para corrigir irregularidades sanitárias, ambientais e estruturais identificadas desde 2016. Como as medidas previstas não foram integralmente cumpridas, a Promotoria ingressou em 2023 com ação judicial pedindo multa de R$ 2,39 milhões contra o município. Entre as exigências estavam o licenciamento ambiental, obtenção de alvará sanitário e adequações para o funcionamento regular dos cemitérios. Até o momento, não há prazo definido para a solução definitiva do problema.