A proposta prevê que dados bancários, rendimentos, investimentos, despesas médicas e outras informações financeiras sejam integrados automaticamente em uma única plataforma
Os dias de reunir documentos, preencher formulários e correr contra o prazo da declaração do Imposto de Renda podem estar com os dias contados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, em dois ou três anos, os brasileiros poderão deixar de fazer a declaração anual graças à automatização das informações já disponíveis nos sistemas da Receita Federal.
A proposta prevê que dados bancários, rendimentos, investimentos, despesas médicas e outras informações financeiras sejam integrados automaticamente em uma única plataforma. Com isso, o contribuinte não precisaria mais preencher os dados manualmente, ficando responsável apenas por revisar e confirmar as informações apresentadas pelo sistema.
Segundo o ministro, não faz sentido exigir que milhões de pessoas gastem tempo informando dados que o próprio governo já recebe ao longo do ano por meio de empresas, bancos, planos de saúde e outras instituições. A ideia é ampliar gradualmente o modelo da declaração pré-preenchida, que já é utilizado por parte dos contribuintes e deve alcançar cerca de 60% dos declarantes nos próximos anos.
A mudança, no entanto, não será imediata. Até que o novo sistema esteja totalmente implementado, a Receita Federal continuará orientando os contribuintes a conferirem cuidadosamente as informações disponíveis na declaração pré-preenchida. Se o cronograma for mantido, o tradicional ritual anual do Imposto de Renda poderá se tornar coisa do passado antes do fim da década.