Enquanto milhares de pessoas conseguem abandonar o cigarro tradicional, os “vapes” ganham espaço nas escolas e entre o público mais novo
Santa Catarina registrou uma queda de 38,7% no número de fumantes adultos no último ano, mas um novo problema vem acendendo o alerta entre especialistas: o crescimento acelerado do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens. Enquanto milhares de pessoas conseguem abandonar o cigarro tradicional, os chamados “vapes” ganham espaço nas escolas e entre o público mais novo.
Só em 2025, mais de 21 mil catarinenses procuraram ajuda para parar de fumar. Desse total, mais de 7,5 mil já conseguiram abandonar o vício. Apesar do avanço, dados levantados pela UFSC mostram que 27,4% dos estudantes entrevistados em escolas públicas de Florianópolis já experimentaram cigarros eletrônicos — número que supera, inclusive, o consumo do cigarro convencional entre os jovens pesquisados.
O que preocupa profissionais da saúde é a falsa sensação de segurança vendida pelos dispositivos eletrônicos. Além dos sabores atrativos e da forte influência das redes sociais, estudos apontam que os vapes podem conter milhares de substâncias químicas. Em apreensões feitas em Santa Catarina, já foi identificada até a presença de anfetamina nos dispositivos.
Atualmente, cerca de 84% dos municípios catarinenses oferecem tratamento gratuito contra o tabagismo nas Unidades Básicas de Saúde. Especialistas alertam que o aumento do uso de cigarros eletrônicos pode criar uma nova geração dependente da nicotina, reacendendo um problema que o estado vinha conseguindo reduzir nos últimos anos.