O treinamento foi aplicado por profissionais da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Estado.
Foto ilustrativa Três agentes de combate a endemias e um agente comunitário de saúde de Capivari de Baixo receberam treinamento na última semana na 19ª Gerência Regional de Saúde de Tubarão (Gersa). O treinamento, aplicado por profissionais da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive/sc) foi sobre borrifação residual intradomiciliar (BRI)
A borrifação é uma técnica de controle de vetores, como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, que consiste na aplicação de um inseticida de efeito de proteção em superfícies internas de imóveis. O objetivo é que os mosquitos, ao pousar nesses locais, entrem em contato com o produto, levando à sua eliminação. É uma medida de segurança que complementa outras ações de combate a outras doenças, como a malária.
Os locais para aplicação são imóveis especiais, como escolas (menos creches), unidades de saúde, prédios públicos, igrejas, centro comunitários, rodoviária e residência de recicladores. A ação foi definida pela Secretaria de Estado da Saúde, através da Dive/SC como forma de ampliar o combate ao mosquito da dengue no estado.
Os servidores treinados são as agentes de combate a endemias Deise Aguiar Venâncio, Marilene Guerreiro Costa e Laís Souza dos Santos. O agente comunitário de saúde Guilherme Vargas.
Mais um foco
Embora Capivari de Baixo tenha números relacionados à dengue não alarmantes se comparados a outros municípios da região, há um bairro especificamente que preocupa: Santo André.
O bairro é considerado infestado e é nele que foram encontrados nove dos 25 focos de mosquito da dengue em 2025, o último deles na quinta-feira passada (23). Por estar na condição de “infestado” , as diretrizes no tratamento ao bairro são outras. Em vez de varreduras de identificação de possíveis novos focos em um raio de 300 metros, as agentes de endemias e comunitárias de saúde fazem revisão diária em um raio de 50 metros do foco, e varredura mensal para eliminar locais que possam ser criadouros do mosquito. A revisão semanal nas armadilhas aos mosquitos espalhadas pelo bairro continuam a serem feitas semanalmente.