Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Tubarão
29 °C
19 °C
Fechar [x]
Tubarão
29 °C
19 °C
SEGURANÇA

Réu que estuprou, matou e ocultou o corpo de jovem de 19 anos em SC é condenado a 30 anos pelo Tribunal do Júri

O crime ocorreu em Bom Jardim da Serra e foi julgado no fórum de São Joaquim, com base na denúncia do MPSC. Ele também responde criminalmente pela morte da ex-companheira

Bom Jardim da Serra - SC, 14/02/2025 16h10 | Atualizada em 14/02/2025 17h08 | Por: Redação

Um homem de 40 anos foi condenado pelo estupro, morte e descarte do corpo da jovem Júlia, de 19 anos, no fórum de São Joaquim. A sentença foi de 30 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (13). Ele foi acusado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) de homicídio quadruplamente qualificado, estupro de vulnerável, ocultação de cadáver e fraude processual.

O crime ocorreu em Bom Jardim da Serra. A acusação foi conduzida pela Promotora de Justiça Stephani Gaeta Sanches. Por cerca de uma hora e meia, ela apresentou aos jurados as provas colhidas pela Polícia Civil durante as investigações e pediu a condenação. "Quando alguém que cometeu um crime é absolvido, automaticamente as pessoas de bem são afetadas", sustentou a representante do MPSC.

Segundo consta nos autos, em 19 de agosto de 2023, o réu abusou sexualmente da vítima e depois a estrangulou até a morte. Na sequência, ele a enterrou enrolada em um tapete na localidade rural de Rabungo e destruiu seu celular e suas roupas para ocultar provas, além de lavar o carro com produtos químicos para apagar os vestígios de sangue.

O corpo só foi localizado cinco meses depois, já em estado avançado de decomposição, e a identidade da jovem foi confirmada por exames periciais na arcada dentária. Até então, os familiares acreditavam que ela estava desaparecida, e não morta.

A essa altura, o réu já estava preso preventivamente por outro crime: a morte da ex-companheira na frente dos dois filhos. Esse caso ainda será julgado em outra sessão do Tribunal do Júri, mas vale ressaltar que as investigações relacionadas a ele foram fundamentais para desvendar a morte de Júlia.

A Promotora de Justiça Stephani Gaeta Sanches concluiu a sustentação oral fazendo uma pergunta aos jurados: "Vocês querem, amanhã ou depois, encontrar por aí uma pessoa que demonstrou não ter a mínima condição de viver em sociedade e que representa um risco para todos nós? A resposta está com cada um", concluiu.

Na sequência, os advogados de defesa argumentaram que o cliente não teve a intenção de matar a vítima, mas a tese foi totalmente rechaçada. Os jurados acolheram integralmente a denúncia do MPSC e condenaram o réu. As quatro qualificadoras imputadas a ele foram o feminicídio, a asfixia, o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e a motivação de ocultar outro crime (o estupro).

Após a leitura da sentença, o homem foi reconduzido ao presídio para o cumprimento da pena e não poderá recorrer em liberdade. "A justiça por Júlia foi feita. Agora, nossa missão é buscar a condenação pelo crime contra a ex-companheira. Seguiremos firmes para que todas as vítimas tenham sua voz ouvida", afirma a Promotora de Justiça Stephani Gaeta Sanches.

Vale ressaltar que o fato aconteceu antes do sancionamento da Lei n. 14.994, que tornou o feminicídio um crime autônomo. Como a lei não retroage, o homem foi denunciado com base no dispositivo que ainda via o feminicídio como uma qualificadora do homicídio.

 

Fique bem informado! Participe do nosso grupo de leitores e receba notícias diárias no seu celular. Acesse o link:  https://chat.whatsapp.com/HefyIzhIpO1D2HC4Ytp

TubaNews

As notícias de Tubarão e região sempre ao seu alcance.

(48) 99167-0677 | redacao@tubanews.com.br

TubaNews © Todos os direitos reservados.
Demand Tecnologia
WhatsApp

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Ok, entendi!