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Apenas um dos quatro ladrões responsáveis pelo assalto em uma joalheria no Nações Shopping, em Criciúma, foi capturado. Trata-se de um criminoso de alta periculosidade que estava foragido e possui pena de quase 40 anos de reclusão para cumprir, justamente por crimes como assalto à mão armada.
A investigação é do delegado Yuri Miqueluzzi, da Divisão de Repressão a Roubos (DRR) da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Criciúma. O delegado da DIC, Jorge Giraldi, atendeu a ocorrência nessa quarta-feira, dia 4, e participou da prisão do assaltante, que durante depoimento confessou participação no crime.
"Pelo que ele falou, vieram pela Via Rápida e esperaram as lojas abrirem para entrar. Sabiam que ia abrir depois das 10 horas. Esses criminosos são pesados e quando vêm de fora, de Porto Alegre ou Caxias do Sul, é para este tipo de crime. Eu perguntei porque ele foi preso, ele disse que é voltado para este tipo de crime e que foi a primeira vez que veio para Santa Catarina”, explica o delegado.
Ladrão foi detido por proprietário da loja
A prisão desse criminoso possibilitou maior agilidade no processo de investigação. Logo depois do assalto, os policiais localizaram um veículo Peugeot 208 utilizado na fuga dos outros três comparsas. O carro, com registro de furto e placas clonadas, estava abandonado na região da Próspera, foi recolhido pelas autoridades para passar por perícia da Polícia Científica - inspeção que pode encontrar vestígios que contribuam na identificação dos demais assaltantes.
Giraldi explica que a primeira prisão efetuada teve papel preponderante do proprietário da joalheria, que correu atrás do criminoso e conseguiu detê-lo. “A maior parte (do material roubado) foi apreendida porque o proprietário conseguiu, numa atitude heróica mas perigosa, resgatar. Ele lutou contra um cara foragido, perigoso e armado com uma pistola 9 milímetros (mm)”, argumenta o delegado.
Dois são detidos no RS, mas depois liberados
A Polícia Civil ainda apura o modelo de um segundo veículo utilizado na fuga dos três ladrões que seguem foragidos. Ainda ontem, em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, dois suspeitos foram detidos por policiais rodoviários federais, mas logo depois foram liberados por falta de provas.
“Não havia nada de concreto que ligasse eles ao crime. Não foram pegos com arma, nem produto de roubo. Não temos a certeza de qual o segundo carro utilizado na fuga. A PRF interceptou o carro, mas nada leva eles ao assalto aqui em Criciúma”, justifica Giraldi.
Além do Peugeot apreendido, a Polícia Civil trabalha para levantar informações do celular apreendido com o ladrão que foi rendido no shopping. Giraldi ainda explica que o aumento de crimes violentos também estão ligados ao período do ano. Outro fator que atrapalha o trabalho de policiais é a defasagem no efetivo.
“Será feita análise no celular do que foi preso. É questão de tempo. O verão traz turistas, mas também marginais e muitas pessoas e estabelecimentos viram alvo. A defasagem na Polícia Civil está um caos, não tem gente para trabalhar e estamos fazendo milagres. Em material de pessoas estamos aleijados. As cidades estão mais vazias e os marginais migram para trazer broncas pesadas”, pondera.
A Polícia Civil possui 30 dias para finalizar o inquérito, mas o prazo pode ser prorrogado conforme a necessidade dos investigadores.
Com informações do Engeplus