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SEGURANÇA

Desafio do desodorante: menino de 12 anos morre após um suposto desafio de internet em Imbituba e morte será investigada

Pedro Henrique Pires Custódio Fortunato lutava pela vida após ser encontrado desacordado pela família.

Tubarão/SC, 12/09/2023 09h05 | Atualizada em 12/09/2023 09h12 | Por: Redação | Fonte: Diário do Sul

Um menino de 12 anos, morador de Imbituba, faleceu na tarde de ontem, após complicações que teriam sido registradas após um suposto desafio de internet. Pedro Henrique Pires Custódio Fortunato lutava pela vida após ser encontrado desacordado pela família.  

A suspeita dos familiares é que ele tenha participado de um “desafio” que circula nas redes sociais. Próximo ao garoto foi encontrado um frasco de desodorante aerossol. A família ainda irá registrar um boletim de ocorrência.

Pedro foi encontrado no dia 8, na varanda de casa, desacordado. O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados e iniciaram os procedimentos de reanimação. Logo em seguida, ele foi levado ao hospital, onde acabou falecendo na tarde de ontem.

No chamado “Desafio do Desodorante”, o desafiado, sendo a maioria crianças e adolescentes, acaba inalando a substância. Há ainda outros, como o “jogo da asfixia” ou “do desmaio”. Todas as práticas trazem gravíssimos riscos à saúde.

E o desafio do desodorante, que teria sido feito pelo menino de Imbituba, pode ser letal por causa do alto teor de etanol (álcool) presente em qualquer tipo de desodorante. “Ele era um menino saudável. Nós não sabemos ainda direito o que aconteceu. Achamos um desodorante com ele, provavelmente fez aqueles desafios”, lamenta uma tia do garoto.

O perigo para a saúde é imenso, pois o desodorante aerossol é feito com substâncias químicas, tais como éter, álcool, gases e alumínio. A prática frequente pode, inclusive, levar à dependência e provocar uma lesão direta dos pulmões. A inalação do aerossol pode causar, também, parada cardíaca por asfixia.

Em busca da audiência a qualquer custo, desafios perigosos se transformaram em uma isca para obter mais likes e curtidas nas redes sociais.

Cuidados e alerta

A prevenção para evitar casos semelhantes, segundo especialistas, começa com respeitar a idade mínima de acesso às plataformas sociais. Além disso, sugere-se a pais e responsáveis acompanhar a vida on-line das crianças, assim como ocorre com a vida off-line. Especialistas ainda recomendam que qualquer situação diferente com as crianças deve ser observada com atenção.

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