O nadador não teve seu nome devidamente colocado na lista da prova e não pode participar por um erro da organização
Foto: Reprodução Desde o início da 17ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), muitos problemas foram relatados pelos atletas e profissionais que atuam na cobertura do evento. Um dos que mais chamou a atenção, foi a falta de árbitros nas compeições de atletismo, onde apenas 3, dos 40 profissionais esperados estavam atuando nas competições, afetando diretamente as disputas dos atletas.
No meio da desorganização, um tubaronense também acabou severamente prejudicado, e não pode participar das provas de natação, perdendo todo seu treinamento e meses de dedicação para o tão aguardado momento. O paratleta Luiz Otávio, que representa Tubarão na modalidade foi diretamente afetado pelos equívocos no balizamento e ficou de fora das provas sem explicação ou justificativa plausível durante a última semana.
"O meu nome não estava no balizamento e quando fiquei sabendo fui atrás. Apareceu um responsável falando que eu estava liberado e que o nome já ia ser colocado na lista. Na hora da minha prova, todos da minha categoria foram chamados, menos eu. Novamente fui tirar satisfação, e outra pessoa responsável me disse que era pra ter permanecido na fila normalmente. Ou seja, muita falta de informação de todos os lados em relação a Fesporte. No fim eu não competi porque não havia mais tempo de trocar balizamento e eu perdi todo o meu treinamento que fiz para poder participar", ressaltou Luiz, que não foi um caso isolado e que tinha enviado toda a documentação corretamente.
Em cima dos ocorridos, o O Conselho Regional de Educação Física de Santa Catarina (CREF3/SC) se posicionou sobre os ocorridos no Parajasc. Em nota oficial, o conselho destacou que "é inaceitável que ocorra falta de planejamento antecipado que prejudique a integridade do evento e a dignidade dos paratletas e profissionais envolvidos".
Vale lembrar, que muitos atletas são apoiados pelos municípios através de bolsas e programas de incentivo. "Vários atletas com deficiência acabaram vindo pra cá. Todos passam dificuldades. Ficaram longe de suas casas para que nada fosse resolvido. Essa edição do Parajasc ficou marcada pela irresponsabilidade", finalizou o atleta tubaronense.