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Santa Catarina segue na liderança em doação de órgãos no país e impactou mais de 26 mil vidas

Outro avanço relevante destacado no relatório anual é a expressiva redução da taxa de não autorização familiar, que caiu de 70% em 2007 para 32% em 2025

10/05/2026 11h00 | Por: Redação

Santa Catarina celebra destaque nacional em doação e transplante de órgãos. Em 2025, o estado alcançou a maior taxa de doadores efetivos do Brasil, com 42,8 por milhão de população (pmp). Outro indicador expressivo é a menor taxa de não autorização familiar do país, de 32%, o melhor resultado nacional. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), na quarta-feira, 6. 

Nesse período, cerca de 26 mil pessoas já receberam órgãos, tecidos ou células. Pessoas de outros estados da federação também foram beneficiadas com doações no território catarinense. “O SC Transplantes é uma Política de Estado que há muitos anos se destaca no cenário de doação e transplante no país e no mundo. Aprimoramos serviços, com investimento na estrutura de atendimento e de transporte que atende a população do território catarinense e de outros estados, de forma segura e célere”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

Entre janeiro e dezembro de 2025, a Central Estadual de Transplantes, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES), registrou 804 notificações de potenciais doadores, o que corresponde a uma taxa de 98,2 notificações pmp, mantendo Santa Catarina entre os líderes nacionais nesse indicador estratégico. No mesmo período, a taxa nacional foi de 74,7 pmp. 

Em um processo complexo e sujeito a múltiplos desafios, o Estado foi o mais eficiente na conversão de potenciais doadores em doadores efetivos. Santa Catarina chegou a 43% na efetivação de doadores em relação ao número de notificações. Apenas outro estado também superou 40%. O Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) também evidencia a força do sistema catarinense ao apontar que o índice de 42,8 doadores efetivos pmp — o maior do país — está entre os mais elevados da série histórica de SC. A taxa nacional ficou em 20,3 pmp.

Outro avanço relevante destacado no relatório anual é a expressiva redução da taxa de não autorização familiar, que caiu de 70% em 2007 para 32% em 2025, o melhor resultado do país. Esse desempenho é fruto de investimentos contínuos em educação permanente e capacitação das equipes de saúde, especialmente das áreas de terapia intensiva, emergência e setores críticos.

“Cada vez mais, famílias que enfrentam o momento mais difícil de suas vidas, que é a perda de um ente querido, têm autorizado a doação de órgãos e tecidos. Mesmo diante do luto, muitas optam por transformar a dor em um gesto de generosidade, contribuindo para salvar e melhorar a vida de outras pessoas. Este é, sem dúvida, o verdadeiro legado do SC Transplantes: transformar solidariedade em vida”, explica o coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade.

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