Levantamento da Fecomércio mostra as cidades com mais inadimplentes no Estado
Em algumas cidades, índice de endividados aumentou (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo NSC) Um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) revelou quais as cidades com a população mais endividada do Estado. Entre os nove municípios analisados, Itajaí, no Litoral Norte, é a com maior proporção de endividados: 35,1% da população está inadimplente, conforme dados do terceiro trimestre de 2023.
Segundo a Fecomércio, esses dados são “preocupantes”. Para a entidade, esse número pode estar relacionado à dinâmica do mercado de trabalho das cidades. Conforme apontado nas últimas análises da entidade sobre o Mercado Formal de Empregos (Novo Caged), de fevereiro a julho de 2023 observou-se uma desaceleração do mercado de trabalho no Estado.
A entidade cita São Bento do Sul, município no Norte do Estado, como exemplo da desaceleração no mercado de trabalho. A cidade tem saldo negativo de contratação: -320 vagas no acumulado dos primeiros nove meses do ano.
A pesquisa da Fecomércio também traz os dados das famílias que não conseguirão pagar as dívidas. No terceiro trimestre de 2023, o maior índice também é de Itajaí (16,6%), seguido de Florianópolis (14,5%) e São Bento do Sul (13,8%).
Já o tempo médio do pagamento em atraso chegou em 69,3 dias, em Itajaí. Joaçaba tem o menor tempo: de acordo com a pesquisa, a média é de 58,5 dias após o vencimento.
No terceiro trimestre de 2023, os maiores índices de endividamento foram registrados em Blumenau
(87,2%), Itajaí (84,8%), São Bento do Sul (83,4%), Chapecó (82,8%) e Lages (82,8%). Entre eles, quatro permaneceram no topo do ranking pelo terceiro trimestre seguido: Blumenau, Itajaí, Lages e São Bento do Sul.
Em quatro cidades, o endividamento aumentou do último trimestre para esse, com destaque para Chapecó, que teve um aumento de 3,3 pontos percentuais (pp), e Blumenau, cujo aumento foi de 2,8 pp. De outro lado, a maior queda percentual foi em Lages (5,1 pp) e em Joinville (3,9 pp).
A entidade destaca que esse nível de endividamento, no entanto, por si só não é um mal para a economia: consumidores mais seguros usam crédito e compram parcelado. O problema está quando os endividados não pagam as contas e passam para o grupo dos inadimplentes.