A proposta busca tornar o processo mais humano e ampliar o acesso seguro às informações
Um novo aplicativo lançado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promete dar mais visibilidade a crianças e adolescentes que enfrentam maior dificuldade para encontrar uma família adotiva. Chamado de A.Dot, o sistema reúne fotos, vídeos e informações de menores disponíveis para adoção em todo o país, especialmente os casos considerados mais delicados, como adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência ou necessidades especiais de saúde.
A plataforma permite que pretendentes habilitados para adoção façam o acesso pelo Gov.br, acompanhem o processo de habilitação e conheçam os perfis das crianças disponíveis para busca ativa. Segundo o CNJ, atualmente 1.801 crianças e adolescentes estão aptos para esse modelo de adoção no Brasil. Mais de 90% têm acima de oito anos e muitos fazem parte de grupos de irmãos, fator que costuma dificultar ainda mais a adoção.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que a proposta busca tornar o processo mais humano e ampliar o acesso seguro às informações. O aplicativo já nasceu com quase 1,8 mil perfis cadastrados e pretende aproximar futuros pais das histórias dessas crianças, reduzindo barreiras geográficas e ampliando as chances de adoção em diferentes estados do país.
Desde 2019, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento já viabilizou mais de 33 mil adoções no Brasil, sendo mais de 1,8 mil por meio da busca ativa. Segundo o CNJ, cerca de 65% das adoções realizadas dessa forma conseguiram manter irmãos juntos, um dos principais desafios enfrentados atualmente pelo sistema de acolhimento brasileiro.