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GERAL

Justiça de SP rejeita transferência de menino de 2 anos de SC que estava desaparecido

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11/05/2023 11h20 | Por: Redação

O menino de 2 anos de Santa Catarina que estava desaparecido no estado deve permanecer abrigado na cidade de São Paulo, onde foi encontrado na segunda-feira (8), após a Justiça paulista rejeitar o pedido de transferência feito pelo Ministério Público catarinense (MPSC).

A informação foi divulgada pelo próprio MPSC nesta quarta-feira (10). O órgão havia entrado com uma ação pedindo que a criança, que está em uma unidade de acolhimento paulista, voltasse para São José, na Grande Florianópolis, onde mora a família dela.

O Ministério Público informou que "está avaliando o melhor encaminhamento para o caso, tendo sempre por foco o bem-estar da criança".

Em nota, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou que houve a decisão da Justiça paulista. O menino é acompanhado pela Vara da Infância e Juventude do Foro Regional de Tatuapé (SP).

"[Ele permanecerá acolhido] até que sejam feitos os estudos psicossociais necessários junto a eventuais familiares interessados e em condições de pleitearem a guarda da criança", destaca o texto do TJSC.

O menino estava desaparecido desde 30 de abril e foi encontrado dentro de um carro com um homem e mulher na segunda-feira (8) na capital paulista. Os dois foram presos em flagrante por tráfico de pessoas e o menino foi encaminhado a um abrigo em São Paulo.

A Polícia Civil de Santa Catarina afirmou, na noite de terça-feira (9), que investiga o envolvimento de outras duas pessoas no desaparecimento da criança. Segundo o delegado-geral do órgão, Ulisses Gabriel, elas "provavelmente ficariam com a criança".

A delegada Sandra Mara, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCami) também investiga o caso. Em entrevista coletiva, a investigadora afirmou que a mãe do menino foi convencida a doá-lo.

O homem preso e a mãe do menino, de 22 anos, teriam se conhecido quando a mulher entrou em grupos sobre gravidez nas redes sociais, depois que descobriu a gestação. Desde então, segundo a investigação, Marcelo tentava assediá-la para entregar o bebê.

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