Mariana Ferrer fez uma acusação de estupro e alegou ter sido dopada no beach club Cafe de La Musique, em Jurerê Internacional, em dezembro de 2018; suposto autor foi inocentado pela Justiça
A jornalista Schirlei Alves, uma das responsáveis pela cobertura do caso Mariana Ferrer, foi condenada a um ano de prisão e R$ 400 mil de multa pela Justiça catarinense após cobertura do caso.
A decisão foi assinada pela juíza Andrea Cristina Rodrigues Studer, da 5ª Vara Criminal de Florianópolis, que condenou Schirlei Alves por crime de calúnia e difamação.
Após cobrir uma audiência do caso Mariana Ferrer, a jornalista escreveu uma reportagem, veiculada pelo Intercept Brasil, que usou a expressão “estupro culposo” para explicar as razões pelas quais o Ministério Público teria rejeitado a acusação de estupro.
Em nota enviada pela jornalista ao Grupo ND, Rafael Fagundes, advogado do Intercept Brasil, afirmou que “a sentença ignorou a realidade dos fatos e a prova dos autos, resultando em uma decisão flagrantemente arbitrária e ilegal”.
“Além disso, a sentença cometeu uma série de erros jurídicos primários, agravando artificialmente a condenação e contrariando toda a jurisprudência brasileira sobre o tema”.