Segundo o governo israelense, serão liberadas cinquenta pessoas, entre mulheres e crianças, ao longo de quatro dias
O governo de Israel aprovou na noite desta terça-feira (madrugada de quarta em Israel) um acordo com o Hamas para um cessar-fogo temporário para a libertação de reféns tomados pelo grupo palestino em 7 de outubro.
Segundo comunicado do governo de Israel obtido pela agência Reuters, serão libertados cinquenta reféns, grupo formado por mulheres e crianças, ao longo de quatro dias.
Segundo um oficial israelense ouvido pelo jornal Haaretz, o plano inclui a libertação, pelo Hamas, de trinta crianças, oito mães e mais doze mulheres. Todas as forças de segurança de Israel aprovaram o plano, de acordo com esse oficial. O jornal Times of Israel afirma que o acordo prevê a liberação de doze a treze reféns por dia.
Mais cedo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu que um cessar-fogo temporário para libertar reféns não significaria o fim da guerra. “Há conversas absurdas lá fora de que depois da libertação de nossos raptados iremos parar a guerra”, disse Netanyahu.
“Então quero deixar claro: Estamos em guerra, vamos continuar em guerra, vamos continuar em guerra até alcançar nossos objetivos. Vamos destruir o Hamas, vamos trazer de volta nossos raptados e desaparecidos e vamos garantir que em Gaza não haja ninguém que seja uma ameaça a Israel”.
A reunião começou por volta das 15h de Brasília. Antes da reunião, houve um encontro do gabinete de guerra e do gabinete de segurança para a aprovação preliminar da decisão.
O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, afirmou em entrevista ao programa 'Ponto de Vista', de VEJA, que as tentativas de aproximação entre Lula e o presidente eleito da Argentina deveriam partir de Javier Milei. Pimenta disse que o presidente foi ofendido pessoalmente de forma gratuita e sem explicação.