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A farmacêutica que morreu após cair do 7º andar de um prédio em Itajaí, no Litoral Norte Santa Catarina, era conhecida pela inteligência, alegria e dedicação ao trabalho, relatou a amiga Fabiane Moreira. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
Cursando uma pós-graduação, Gabriela Alves Grecco, 34 anos, como foi identificada, queria prestar concurso público para trabalhar na área de farmácia hospitalar.
Segundo a investigação, a suspeita é que tenha sido empurrada por um homem que havia passado a noite no apartamento dela, na terça-feira (14). Ele fugiu após o crime. O g1 voltou a procurar a Polícia Civil na quarta-feira, que não passou atualizações sobre as buscas.
Segundo Fabiane, as duas se conheceram no trabalho, há cerca de seis anos. Próximas uma da outra, elas haviam combinado de se encontrar na próxima sexta-feira. "Ficou só marcado", lamentou.
"Ela era festeira, alegre, sempre prestativa. Mas também uma profissional dedicada, inteligentíssima", declarou a amiga.
Natural de Uruguaiana (RS), Gabriela se mudou para Itajaí em 2022. Antes, havia morado em Navegantes, na mesma região.
Relatos
À Polícia Militar, testemunhas informaram que os dois discutiam "vigorosamente".
Depois da queda, conforme os relatos à PM, o suspeito escalou a parte externa do prédio para descer, pulou o muro dos fundos do edifício e fugiu. Vizinhos afirmaram que não haviam visto o homem em outras ocasiões.
Gabriela chegou a ser atendida pelo Corpo de Bombeiros e conduzida a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas a equipe médica constatou a morte assim que ela chegou.
Segundo o delegado Eduardo Ferraz, a vítima não havia registrado boletins de ocorrência em Santa Catariana relatando violência doméstica.
Com informações do g1 SC