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Inflação do verão: preços de passagens, água de coco e chope sobem até 94% em SC

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03/02/2023 11h16 | Por: Redação

A inflação que assombrou os brasileiros o ano todo não dá trégua nem na época de curtir as férias durante a estação mais quente. Embora o Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis, calculado pela Udesc/Esag, tenha fechado o ano com alta de 4,61%, alguns itens e serviços típicos do verão tiveram aumento bem mais expressivo. É o caso das passagens aéreas que acumularam inflação de 94,46% em 2022. (veja lista abaixo)

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), dois motivos contribuíram para esse aumento expressivo: a alta no preço do querosene de aviação (QAV) — que subiu 49,6% em 2022, segundo a Petrobras — e a volatilidade da cotação do dólar.

"O preço de uma passagem aérea tem relação direta com os custos das companhias, que por sua vez são impactados por fatores externos. Um desses fatores é a cotação do dólar em relação ao real, já que cerca de 60% dos custos de uma empresa aérea são dolarizados. Isso pressiona itens como o QAV (que representa em torno de 40% dos custos), manutenção e arrendamento de aeronaves", disse a Abear em nota.

Veja inflação de 10 itens e serviços do verão em SC

  • Passagem aérea: 94,46%
  • Táxi: 31,21%
  • Pacotes turísticos: 24,16%
  • Produtos para pele (protetor solar, cremes, etc): 23,48%
  • Chope: 14,97%
  • Pedágio: 14,63%
  • Água de coco: 11,88%
  • Ônibus interestadual e intermunicipal: 11,79%
  • Sorvete: 8,25%
  • Maiô e biquíni: - 33,07%
  • Passar o dia na praia ficou mais caro

    Além de pagar mais caro pelo transporte para deslocamento (ônibus, táxi, combustível e pedágio aumentaram de preço), o veranista também precisa desembolsar mais dinheiro para consumir bebidas e alimentos na praia. A água de coco, por exemplo, acumulou inflação de 11,88% em Santa Catarina em 2022, segundo dados da Udesc/Esag.

    A reportagem do Diário Catarinense pesquisou o preço da bebida em algumas praias do Norte de Florianópolis e identificou uma variação de R$ 12 a R$ 15.

    Turista de Joaçaba, no Meio-Oeste Catarinense, Roberta Bissani escolheu a praia de Canasvieiras para passar o dia com os dois filhos. Ela relata que notou o aumento do preço:

    — Eu achei mais caro, tanto a água de coco, quanto os picolés. Com duas crianças, a gente acaba gastando mais na praia.

    Para curtir o dia na praia sem gastar tanto, muitas pessoas optam por levar o seu isopor com comidas e bebidas neste verão, o que tem influenciado nas vendas dos ambulantes. Edivaldo de Jesus Santos disse à reportagem que as vendas de milho estão mais fracas do que na temporada passada:

    — Tem mais gente nesse ano, mas eles estão mais devagar para comprar.

    O paulista André Hernandes, que há seis anos trabalha como vendedor ambulante de bebidas em Canasvieiras, tem a mesma queixa:

    — Essa é a pior temporada de todos os tempos.

    Alta demanda influencia preços

    Além da alta nos custos de produção de diversos produtos, o aumento mais expressivo em itens sazonais do verão, como a água de coco e o chope, ocorre porque existe uma alta demanda neste período, explica o economista Jamis Piazza.

    Em contrapartida, os trajes de banho (maiôs e biquínis) tiveram deflação de 33,07% em 2022. Isso é resultado de uma diminuição da demanda, que já foi observada nos anos anteriores. Em 2019, antes dos efeitos da pandemia, o item fechou o ano com queda de 26,50%. Houve deflação em 2020 e 2021 de 11,86% e 29,90%, respectivamente.

    — Nós temos uma cidade em Santa Catarina, Ilhota, que é grande fabricante de biquinis. Muitas pessoas hoje, fora a classe de alto poder aquisitivo, estão buscando essas alternativas. Um produto de boa qualidade, com preço mais acessível. Como diminui a demandas em outras lojas, há uma tendência de queda de preço — explica o economista Jamis Piazza.

    Como ficará a inflação em 2023?

    O ano de 2022 foi marcado por alguns choques de ofertas, como a guerra da Rússia e Ucrânia, que elevaram os preços de insumos básicos, destaca o economista Alisson Fiuza. No caso de passagens áreas e táxi, o preço foi afetado pelos combustíveis. Já o chope ficou mais caro devido ao aumento no preço de cereais, como cevada e malte, ingredientes que são importados. Para 2023, entretanto, a expectativa é de que os preços não subam tanto.

    — A expectativa de 2023 é de uma inflação mais estável e possivelmente em valores menores dos que os apresentados em 2022 para esses itens, visto que os efeitos dos choques de ofertas foram dissipados durante o ano passado. Além disso, a taxa de juros elevadas, e o orçamento familiar reduzido por conta do endividamento e a inadimplência em alta no eEstado, tende a reduzir a demanda por serviços — destaca o economista Alison Fiuza.

    Com informações do NSC Total

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