Nova lei autoriza uso de incentivos fiscais para financiar energia solar em hospitais filantrópicos e promete reduzir custos — mas eficácia dependerá da adesão das empresas.
Hospitais filantrópicos de Santa Catarina passam a ter um novo caminho para reduzir custos e aliviar o caixa: a possibilidade de receber recursos vinculados de empresas para instalar painéis solares. A medida foi aprovada na Assembleia Legislativa nesta semana, a partir de projeto do deputado estadual Pepê Collaço, e abre espaço para que instituições que já operam no limite financeiro consigam diminuir despesas com energia elétrica.
A mudança na legislação permite que empresas com incentivos fiscais direcionem investimentos para sistemas de energia fotovoltaica dentro das unidades hospitalares. Na prática, isso significa menos gasto mensal com luz — um dos custos fixos mais pesados dessas instituições — e mais fôlego para manter atendimentos, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS), que depende fortemente da rede filantrópica.
Além do impacto financeiro, a iniciativa também aposta em ganhos ambientais ao estimular o uso de energia limpa. Com a redução na emissão de gases poluentes e a participação direta da iniciativa privada, a proposta tenta unir economia e sustentabilidade — mas agora o desafio será tirar a lei do papel e garantir que os recursos cheguem, de fato, a quem mais precisa.