Novo laudo deve esclarecer a causa da morte e embasar o avanço das investigações
O corpo do cão Orelha, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, foi exumado na quarta-feira (11), conforme informou a Polícia Científica. O procedimento atende a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina, autorizado pela Justiça, e tem como objetivo a elaboração de um novo laudo pericial, com prazo estimado de até 10 dias para conclusão.
Além da exumação, o Judiciário catarinense determinou a realização de outras 34 diligências para aprofundar a apuração do caso. As medidas buscam esclarecer possíveis atos infracionais atribuídos a adolescentes, como furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos a animais. A análise do pedido de internação do adolescente suspeito foi adiada até que todas as diligências sejam concluídas.
O MPSC também questionou os critérios utilizados para apontar apenas um adolescente como autor dos maus-tratos, mesmo havendo outras pessoas nas imagens analisadas. O órgão solicitou esclarecimentos sobre eventuais omissões e contradições em depoimentos, além da identificação de um suposto policial mencionado em áudio anexado pela defesa, reforçando a necessidade de investigação completa e rigorosa.