Alguns segurados podem ter dinheiro para receber de volta por causa de descontos feitos sem autorização em aposentadorias e pensões
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem ficar atentos ao extrato do benefício. Alguns segurados podem ter dinheiro para receber de volta por causa de descontos feitos sem autorização em aposentadorias e pensões. O prazo para contestar essas cobranças vai até 20 de junho de 2026.
Segundo o INSS, essa contestação é uma etapa obrigatória para quem deseja aderir ao acordo de ressarcimento do Governo Federal. Na prática, o dinheiro não é um pagamento extra para todos. A devolução vale apenas para quem teve descontos associativos indevidos no benefício e faz a contestação dentro do prazo.
Podem ter direito ao dinheiro aposentados e pensionistas que tiveram descontos de associações, sindicatos ou confederações sem autorização. O ressarcimento vale para cobranças feitas entre março de 2020 e março de 2025, conforme o INSS. Até o início de abril, mais de 4,4 milhões de beneficiários já tinham aderido ao acordo, e mais de R$ 3 bilhões haviam sido devolvidos. Por isso, o aposentado precisa consultar o extrato e verificar se aparece alguma cobrança que ele não reconhece.
Como consultar desconto indevido e pedir a contestação
A consulta pode ser feita pelos canais oficiais do INSS. O beneficiário pode acessar o aplicativo ou site Meu INSS, ligar para a Central 135 ou procurar uma agência dos Correios habilitada. Segundo o INSS, o atendimento nos Correios permite consultar se houve desconto associativo, registrar a contestação e acompanhar o resultado do pedido. O ideal é conferir com calma o extrato de pagamento. Se aparecer desconto de alguma entidade que o beneficiário não autorizou, a orientação é contestar.
Quem encontrar um desconto não reconhecido deve fazer a contestação até 20 de junho. O pedido pode ser registrado pelo Meu INSS, pelo telefone 135 ou pelos Correios. Depois disso, o segurado poderá aderir ao acordo de ressarcimento, caso tenha direito à devolução. A recomendação é não deixar para a última hora, principalmente para quem tem dificuldade de acessar aplicativos ou precisa de atendimento presencial.