Thamires e Geovane, de Tubarão, criaram uma vakinha online para custear cirurgia de R$ 195 mil que deve ser feita imediatamente após o nascimento de Alice
“Cremos que Deus está cuidando de tudo e temos certeza que nosso milagre vai chegar e vamos trazer nossa menina pra casa!”, diz Thamires Urbano Bristoti, de 31 anos. Ela está em sua primeira gestação à espera do nascimento da filha que será chamada de Alice. O sexo do bebê foi descoberto durante um chá revelação preparado com muito carinho pela família.
A gestação planejada e tão sonhada por Thamires e seu esposo, Geovane Bristoti, de 31 anos, de Tubarão, está sendo de grandes desafios.
Com parto previsto para novembro, Alice foi diagnosticada com síndrome hipoplásica do ventrículo esquerdo ainda com 23 semanas de gestação. Trata-se de uma patologia de alto risco que necessita de cuidados especializados logo após o nascimento.
“Fomos orientados a ir para uma médica especialista em Florianópolis e lá realizar o exame de ecofetal para termos certeza se seria isso. E foi nos dada a confirmação. A médica nos orientou a ter o parto em São Paulo e realizar inicialmente duas etapas de cirurgia na Alice. Uma até 48 horas após o nascimento e outra após uns 3 a 4 meses”, explica Thamires.
Com a cesárea agendada para novembro, os pais de primeira viagem estão correndo contra o tempo para conseguir recursos, já que somente a primeira cirurgia terá o custo de R$ 195 mil.
“Para realizar todo esse processo precisamos nos deslocar até São Paulo e permanecer lá até ela receber alta, o que poderá levar até 6 meses. Precisaremos de moradia, alimentação, deslocamento até são Paulo e tudo isso gera um gasto muito grande e não temos condições de conseguir isso sozinhos”, conta a gestante, que trabalha como chefe de loja em Tubarão. Geovane é consultor de implantação de sistemas, porém, a renda de ambas não é suficiente para custear as cirurgias, deslocamentos e permanência em São Paulo.
Ajuda
Para salvar a vida de Alice, a família criou uma Vakinha Online e pede ajuda da população para arrecadarem o valor necessário para conseguirem pagar todos os custos como estadia, internação, alimentação, passagens e até mesmo os custos do pós-cirúrgico no hospital que é referência no procedimento com chance de 91% de sucesso na operação. “Por isso criamos a vakinha para que as pessoas que se sensibilizarem com a nossa história nos ajude contribuindo, divulgando e orando por nós! Tem sido dias difíceis. Além de tudo isso ainda perdi minha mãe há 20 dias”, comenta Thamires, que está angustiada com toda a situação, mas com fé e esperança de salvar a vida da filha que está para chegar.
Quem puder contribuir pode acessar o link da Vakinha ou fazer um depósito pela chave Pix: 4031584@vakinha.com.br
Síndrome da hipoplasia do coração esquerdo
A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é um defeito congênito em que o lado esquerdo do coração, incluindo a cavidade cardíaca inferior (o ventrículo esquerdo), as válvulas cardíacas (válvulas mitral e aórtica) e a aorta, está subdesenvolvido. Recém-nascidos com síndrome da hipoplasia do coração esquerdo também têm um defeito do septo atrial (DSA) e duto arterioso patente.
A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo causa insuficiência cardíaca, um quadro clínico em que o coração bombeia uma quantidade de sangue menor que a normal, acabando em morte. O diagnóstico é realizado mediante ecocardiograma.
O tratamento é feito com medicamentos de emergência para manter o duto arterioso aberto, seguido por uma série de procedimentos cirúrgicos ou transplante cardíaco.